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Desenvolvimento Edição 33

Edição Nº. 33 - Agosto/11

Lançada no início deste ano, a Versão 16 foi marcada pela introdução de novos e interessantes recursos nos Sistemas CAD/TQS. Destaque para a disponibilização de um modelo estrutural inovador, o Modelo VI. Com ele, toda a estrutura de um edifício de concreto (vigas, pilares e lajes) passou a ser analisada em conjunto por um único pórtico espacial. Para obter maiores detalhes, acesse http://www.tqs.com.br/v16 e assista a um vídeo demonstrativo.

Veja, a seguir, um resumo das melhorias introduzidas na V16 após o seu lançamento, com destaque para a utilização conjunta do módulo “CAD/Lajes Protendidas” com o Modelo VI.

Lajes Protendidas + Modelo VI

A adaptação do dimensionamento e detalhamento de lajes protendidas com o novo Modelo VI foi um grande desafio para a nossa equipe técnica. A análise da protensão em estruturas bidimensionais, que já era algo considerado complexo, foi estendida agora para estruturas tridimensionais. Esse novo recurso está disponível para todos os clientes da V16 que possuem o CAD/Lajes Protendidas a partir da revisão V16.6.

Algumas características e vantagens do uso do CAD/ Lajes Protendidas com o Modelo VI são apresentadas a seguir.

Modelo tridimensional

No modelo IV, a análise dos efeitos gerados protensão era baseada num modelo bidimensional (grelha). No Modelo VI, esses efeitos passam a ser tratados num modelo tridimensional (pórtico espacial). Dessa forma, em situações onde o estudo do equilíbrio da estrutura necessita ser realizado espacialmente (ex.: presença de elementos inclinados), os efeitos da protensão passarão a ser calculados de forma mais adequada.

Esforços nos pilares

Sob o ponto de vista da protensão na grelha (força no plano da laje), uma das melhorias do Modelo VI em relação ao Modelo IV é a modelagem mais precisa dos apoios da estrutura de um pavimento. Ao invés de vinculações discretas em grelhas, os pilares são simulados por barras com rigidezes adequadas no pórtico espacial. Com isso, a retenção de esforços nos pilares provocados pela protensão passa a ser analisada de forma mais precisa.

Modelos ELU e ELS

As solicitações necessárias para verificações em serviço (combinações quase-permanente e freqüente) e de segurança à ruína (ato da protensão e infinito) são calculadas, respectivamente, nos modelos ELS e ELU, com níveis de carga e rigidezes distintos a partir do pórtico espacial. As respectivas combinações de carregamentos são geradas de forma automática e podem incluir diversos tipos de ações (temperatura, retração, empuxo, ...).

A diferenciação dos modelos ELU e ELS no cálculo do hiperestático de protensão também é levada em conta.

Envoltória de esforços

No dimensionamento das lajes e vigas-faixa protendidas, passam a ser consideradas as envoltórias de esforços para os diversos pisos comuns (pavimentos com repetição - tipo), assim como a envoltória de combinações de carregamentos (combinações com os vários casos de vento, empuxo, por exemplo).

Compressão nas lajes

A distribuição dos esforços axiais no plano das lajes provocados pela protensão passou a ser calculada de forma mais precisa com o Modelo VI. Assim, os esforços de compressão são distribuídos proporcionalmente à rigidez axial das lajes e vigas. O efeito conjunto da protensão com outras ações que provocam esforços axiais nas lajes como retração, força horizontal devido a pilar inclinado, empuxo, etc, são visualizados e tratados conjuntamente.

Vigas-faixa de transição

A análise dos efeitos gerados pela protensão em vigasfaixa de transição passa a ser realizada de forma mais precisa considerando-se o comportamento tridimensional dos elementos estruturais adjacentes.

Não-linearidade física

Na análise ELU, é possível definir coeficientes de nãolinearidade física diferenciados para elementos protendidos (lajes e vigas-faixa) dos elementos convencionais de concreto armado, que trabalham fissurados.

Hiper pórtico

O cálculo do hiperestático de protensão passa a ser realizado no pórtico espacial (hiper pórtico). A antiga análise dos efeitos do hiperestático pela grelha (hiper grelha) continua válida apenas para avaliação preliminar. O dimensionamento final, ELU, dos elementos estruturais é feito considerando os valores do hiper pórtico.

Análise de flechas

Foi adicionada uma nova envoltória de combinações específicas para análise de flechas imediatas e diferidas no tempo em pavimentos protendidos.

Nós de pórtico

Em nós de pórtico, encontro de vigas e pilares de extremidade, os cabos de protensão podem ser lançados de forma excêntrica ao eixo da viga faixa. Essa excentricidade da força de protensão é adequadamente considerada para os elementos adjacentes (pilares superiores e inferiores) juntamente com os esforços solicitantes devido às demais cargas, podendo criar uma situação favorável para seu dimensionamento.

Nova documentação

O antigo manual foi revisado. Um novo capítulo que trata especificamente do funcionamento do CAD/Lajes Protendidas com o Modelo VI foi adicionado, assim como exemplos passo-a-passo, tanto para o Modelo IV como para o Modelo VI, foram documentados com detalhes. O fluxograma que mostra o funcionamento geral do CAD/ Lajes Protendidas foi atualizado.

Editor de lajes protendidas

Toda a funcionalidade do editor de lajes protendidas foi preservada, ou seja, os comandos para o lançamento de RPUs (Regiões de Protensão Uniforme) e RTEs (Regiões de Transferência de Esforços e Dimensionamento), a edição de perfis dos cabos e as verificações não foram alterados.

Cópia de protensão

Foi disponibilizado novo comando que permite copiar dados da protensão de um pavimento para outro.

BIM

Gravação de arquivos em formato IFC com diferentes critérios para melhor adaptação ao software BIM que lerá o arquivo.

Melhor representação de elementos estruturais como sólidos com representação de superfície ou extrudados.

Novos atributos de layers que permitem separar a visualização por pavimento e tipo de elemento.

Representação de lajes nervuradas com furos através de sólidos de extrusão.

Identificação de elementos de fundação e estacas.

CAD/Lajes

Novo critério simplificado de ancoragem à flexão negativa com decalagem.

No editor de esforços e armaduras, foi acelerado o display de faixas durante a edição com a presença de força normal (flexão composta).

Novo critério para consideração do M1d,min na homogeneização de faixas de armaduras de lajes.

Novo comando no editor de esforços e armaduras que permite definir/editar a força normal em faixas para dimensionamento à flexão composta.

Análise dinâmica

Visualização das lajes nos modos de vibração quando do Modelo VI.

Novos comandos que exportam dados para análise de conforto a partir de medições realizadas em ensaio em túnel de vento.

Calculadoras

Novos comandos para geração de relatório nas calculadoras de cisalhamento + torção e flexão composta oblíqua (disponíveis apenas nas versões EPP+, Unipro e Plena).

Na calculadora de cisalhamento + torção, foi adicionada a opção de abrir e salvar dados em arquivo.

Na verificação à flexão composta oblíqua, as deformações e a respectiva LN passaram a ser desenhadas.

Modelador Estrutural

Novo aviso que indica trechos de vigas em que a capacidade de adaptação plástica deve ser verificada.

Resumo Estrutural

O antigo quantitativo de materiais (concreto, forma e aço) com tabelas e gráficos foi reativado.

Gerenciador de critérios

Novo comando que faz pesquisa de texto para facilitar a localização de critérios.

Cortes

Reativada a geração de cortes com profundidade com a definição de 4 faces.

Geração de combinações

A interface do programa que edita regras para geração de combinações foi melhorada. Agora é possível visualizar as modificações na listagem de combinações assim que uma regra é alterada.

CAD/Alvest – versão 16

Gerenciador de critérios

A partir de agora, o CAD/Alvest disponibiliza aos Engenheiros um novo recurso: o “Gerenciador de critérios”. Esta é uma importante ferramenta que vem para tornar mais prática e clara a Edição e o controle dos principais critérios de projeto.

Atualmente, a quantidade de critérios de projeto disponíveis nos sistemas CAD/Alvest é bastante numerosa – uma conseqüência direta dos constantes avanços presentes em cada nova versão lançada. Em muitos casos, o Engenheiro ou escritório de projetos já criou suas próprias metodologias para assegurar que os critérios adotados num determinado projeto estrutural estejam de acordo com o desejado. O Gerenciador de critérios do CAD/Alvest vem facilitar e disciplinar esta tarefa.

O “Gerenciador de Critérios” é um novo recurso que visa facilitar, sobretudo, o controle dos inúmeros critérios definidos em um projeto elaborado nos sistemas CAD/ Alvest. Através dele é possível determinar se os critérios utilizados são os do default do escritório ou estão de acordo com valores de referência.

Ao passo que isso confere uma maior e esperada versatilidade ao usuário, a correta definição dos mesmos torna- se, então, uma tarefa que exige perícia e atenção do Engenheiro ou equipe de Engenheiros responsáveis pela elaboração do projeto estrutural de alvenaria.

Nunca é demais lembrar que um simples critério definido de forma imprecisa pode originar grandes variações nos resultados do processamento. A configuração desses parâmetros é de total e exclusiva responsabilidade do Engenheiro e não do software, daí a necessidade de sua correta avaliação.

Tratamento de edifício com junta

Como é sabido, em projetos em que existem várias torres próximas, a posição e a distância entre estas fazem com que as cargas de vento não sejam uniformes em todo o projeto, ou seja, estas cargas atuam de forma diferente em cada uma das torres. Para considerar esta não-uniformidade, foi implementada no CAD/Alvest a possibilidade de se calcular as forças devidas à ação do vento para cada uma das estruturas independentes de alvenaria (separadas pela junta).

Para esse calculo, são utilizados alguns coeficientes multiplicadores nas direções X e Y e sentido +X, -X, +Y e –Y para considerar, de forma aproximada, a presença de juntas em edifícios de alvenaria estrutural.

O conceito básico desta implementação é calcular as forças devidas à ação do vento para cada uma das estruturas independentes de alvenaria (separadas pela junta) e aplicar, nestas forças, valores fornecidos pelo usuário de coeficientes multiplicadores simulando os efeitos da pressão e sucção do vento em cada face, conforme coeficientes da ABNT NBR 6123:1988.

Revisão geral da documentação

Os manuais do sistema CAD/Alvest passaram por revisão geral, a qual procurou atualizar as informações neles contida, aumentar sua clareza e melhorar a coerência entre os dados neles descritos e o que é disponibilizado hoje pelo sistema. Assim, o Engenheiro poderá se pautar com maior segurança nos Manuais que acompanham o sistema para:

  • Instalar e testar o sistema;
  • Aprender com a ajuda de um exemplo completo;
  • Conhecer comandos, funções e critérios;
  • Utilizar do Editor Gráfico de Paredes com maior praticidade.

Pórtico plano

Cálculo das solicitações devido à ação das cargas horizontais de vento a partir do modelo de pórtico PLANO. Neste modelo são considerados: inércia real de cada parede e módulo de elasticidade em cada pavimento, grauteamento, altura real de cada parede e distribuição de pressões de vento ao longo da altura. Esta opção respeita o deslocamento uniforme de cada pavimento (diafragma rígido) e a rotação de cada barra (subconjunto resistente ao esforço de vento) e tem como principal vantagem a melhoria na redistribuição dos esforços, pois considera a interação entre as paredes de um mesmo piso e ao longo do edifício. (* já disponível a partir da V16.2)

Versão 17

Após um grande empenho para a finalização da versão 16.6 (que permite a utilização conjunta do Modelo VI com o módulo de lajes protendidas), o trabalho da equipe de desenvolvimento TQS agora se volta para a versão 17. Novas ferramentas para facilitar o dia-a-dia dos usuários já estão em testes, além do novo programa de vigas-mistas (concreto-aço), que será incluído ao TQS-Steel.

Vigas-mistas no TQS Steel

Atualmente o TQS Steel® realiza verificações em perfis metálicos isoladamente, ou seja, apenas o material aço contribui para a resistência dos elementos.

Com as novas verificações de vigas mistas, será possível analisar a atuação conjunta do aço e concreto de acordo com o previsto na ABNT NBR 8800:2008, aumentando consideravelmente a inércia e resistência dos elementos.

Para a utilização do novo recurso, os elementos deverão ser lançados no modelador estrutural e, em seguida, exportados para o TQS Steel®, que está preparado para realizar o processamento estático de forma adequada, levando em consideração os diferentes efeitos ocorridos em cada etapa da vida útil desses elementos.

As verificações realizadas estão listadas a seguir:

  • Momento fletor positivo;
  • Momento fletor negativo;
  • Força cortante;
  • Disposição de conectores de cisalhamento;
  • Armadura de costura;
  • Nível de tensões em serviço;
  • Deslocamento vertical.

O novo recurso conta, inclusive, com o dimensionamento de reforços como armadura complementar em regiões de momento fletor negativo e enrijecedores de alma para a força cortante, para todos os elementos que necessitarem.

Todas as verificações citadas são realizadas simultaneamente para vários grupos de vigas mistas, gerando um relatório com a memória de cálculo detalhada, um quadro resumo dos resultados e, para cada grupo de vigas, uma sugestão do candidato a perfil ideal, visando uma rápida convergência ao dimensionamento mais econômico.

Conversão de imagem para desenho vetorial

Com esse novo recurso será possível converter o desenhos em formato BMP e JPG (como logotipo do escritório ou da construtora) para o formato vetorizado DXF/ DWG-TQS diretamente no Editor Gráfico do CAD/TQS®. O resultado pode ser visualizado instantaneamente, sendo ainda possível a utilização de diversas opções de configuração. O desenho final pode então ser inserido no projeto atual em poucos segundos.

As opções de personalização servem para melhorar a forma como o programa compreende a figura, sendo possível, por exemplo, fazer a vetorização pelas linhas centrais ou pelos contornos da imagem.

A primeira opção é recomendada para gráficos que possuem linhas finas, como desenhos de projetos. A segunda opção, pelo contorno, é mais recomendada para logotipo, que é o objetivo principal do programa. O valor definido para a “simplificação” e a “linearização” pode ser automático, buscando a melhor solução, ou personalizados para que o próprio usuário encontre a melhor representação vetorial da sua marca, sempre visualizando o resultado instantaneamente.

Planilha MS-Excel® no Editor Gráfico

Esta nova ferramenta permite ao usuário a inserção de uma planilha do MS-Excel dentro de um desenho do Editor Gráfico do CAD/TQS®. O comando poderá ser acessado através da barra de ferramentas e permitirá a edição de alguns critérios para geração da tabela dentro do desenho.

Após a inserção de uma planilha, será possível fazer a edição de seus dados através do próprio MS-Excel ou ainda fazer a exportação de dados.

Dentro do Editor Gráfico, a planilha será tratada como um bloco comum de desenho.

Linha de chamada nos títulos dos elementos

Foi introduzida a opção de criação automática de linhas de chamada quando os títulos dos elementos estruturais têm sua posição alterada.

Estas novas linhas auxiliares têm critérios específicos, sendo possível indicar a distância a partir da qual as linhas serão desenhadas ou ainda desligar sua representação.

Tempo de processamento com o Modelo VI

A introdução do Modelo VI na versão 16 dos sistemas CAD/TQS® permitiu a análise de uma série de edifícios e situações antes não abordadas pelo sistema. Devido à complexidade desse novo modelo, o tempo de processamento teve um aumento considerável, quando comparamos com estruturas processadas com o Modelo IV.

Para a versão 17, algumas mudanças foram feitas no solver utilizado pelo sistema de modo a diminuir o tempo de processamento de estruturas muito grandes, que necessitavam da leitura/gravação de arquivos temporários no disco. Ou seja, para edifícios pequenos, onde o solver consegue utilizar apenas a memória da máquina, essas melhorias não serão sentidas. Em edifícios grandes é que teremos a diminuição do tempo de processamento.

Uma vez que a leitura/gravação em disco deixa de ser um limitante ao processamento, quanto mais rápido o processador da máquina, menor o tempo de processamento da estrutura.

Essas melhorias são aplicadas no processamento de esforços/deslocamentos e na análise dinâmica da estrutura, o que permite um grande ganho de produção durante a etapa de análise e definição estrutural.

A seguir, alguns valores comparativos entre o tempo de processamento (apenas com esforços e sem análise dinâmica) de um edifício alto nas versões 16 e 17:

Edição no modelador estrutural após processamento

Ao fazer alterações “não-estruturais” dentro do Modelador Estrutural, os arquivos de processamento deixam de ser apagados na saída do Modelador. Essa alteração no funcionamento do sistema permite que os usuários façam uma série de alterações dentro do Modelador, como criação/edição de cotas, cortes em planta, eixos e outros elementos de acabamento do desenho de formas, sem que os arquivos do processamento sejam perdidos. Ou seja, após o processamento de um edifício, é possível entrar no Modelador para fazer alterações “não-estruturais”, salvar as mesmas e voltar a trabalhar no dimensionamento dos elementos estruturais, sem a necessidade um novo processamento.

CAD/Alvest – Versão 17

Cercas AUTOMÁTICAS de subestruturas e subconjuntos para cargas de ventos

Este novo comando, introduzido na versão 17.0, propicia ao usuário do CAD/Alvest um grande aumento de produtividade e também uma grande simplificação na utilização do sistema. Assim, esta importante etapa no fornecimento de dados é acelerada, possibilitando ao engenheiro uma maior dedicação à etapa de análise de resultados do modelo.

O comando “Cercas AUTOMÁTICAS de Subestruturas...” é acionado a partir do comando “Barra de Subestruturas”:

Como este comando “altera” a entrada gráfica das alvenarias em planta, algumas informações e confirmações são solicitadas para sua execução:

A partir das cercas geradas automaticamente, o engenheiro pode interagir com as mesmas, realizando as modificações que forem necessárias.

Dimensionamento da alvenaria a flexo-compressão

O CAD/Alvest já conta com as conhecidas calculadoras para realizar o dimensionamento e verificação de vigas e pilares de alvenaria. Agora está em fase de desenvolvimento um novo recurso que permitirá ao usuário fazer a verificação e o dimensionamento no ELU também de subestruturas, conforme o especificado no CE-02:123.04 / ABNT/CB-02 (Comitê de Estudos da nova norma de alvenaria estrutural)

Com este novo recurso, o CAD/Alvest realizará com maior eficiência o dimensionamento de vigas e pilares, e dimensionará, também, qualquer seção transversal dos elementos de alvenaria estrutural submetida tanto a solicitações normais quanto a flexo-compressão composta com as respectivas armaduras posicionadas na sua real locação e presença de áreas grauteadas.

Assim, o resultado do dimensionamento se tornará mais preciso e abrangente na medida em que, além da verificação e dimensionamento de subestruturas de geometria qualquer, será possível também a verificação e o dimensionamento de lintéis, definindo, em ambos os casos, os pontos e as áreas de armaduras necessárias para resistir às solicitações.

Pórtico espacial

Cálculo das solicitações nas paredes devido à ação das cargas horizontais de vento a partir de modelo de pórtico ESPACIAL. Neste modelo também são considerados: inércia real de cada parede, módulo de elasticidade em cada pavimento, grauteamento, altura real de cada parede e distribuição de pressões de vento ao longo da altura.

A geometria do edifício é respeitada neste pórtico, de forma que cada barra é colocada no baricentro de sua respectiva subestrutura e com as devidas características físicas e geométricas, tornando o modelo mais realístico. São discretizados também os LINTÉIS neste modelo, podendo, assim, obter-se os esforços necessários para o dimensionamento dos mesmos. Foi implementada neste pórtico a técnica do nó mestre, onde as barras verticais são ligadas a um nó “mestre”, de forma a simular o diafragma rígido pela presença da laje. Neste modelo espacial, efeitos de torção devido a cargas excêntricas e/ou paredes com geometrias não-simétricas, agora podem ser considerados e tratados adequadamente.

Gerenciamento da Produção de Estruturas - GerPrE & BIM

O conceito de BIM, de modelagem de informações de edifícios, está rapidamente se disseminando na indústria da construção. Na TQS estamos, há tempos, aperfeiçoando a ligação entre os modelos estruturais e os sistemas de modelagem BIM em uso pelas outras disciplinas de projeto, através de interfaces como IFC (ISO 16739) e o desenvolvimento de plugins para sistemas como o Revit Structure®.

Vamos agora avançar mais um passo, procurando colocar nas mãos da empresa construtora um sistema que permita gerenciar e controlar a produção das estruturas, com informações diretas fornecidas pelo engenheiro estrutural em tempo real. Estamos estudando um sistema onde estas informações serão centralizadas em um servidor nas nuvens, para serem acessadas de qualquer lugar, no escritório ou na obra.

Controle de qualidade de fôrmas e armações

A idéia é que todo o projeto estrutural possa estar disponível em dispositivos móveis e possa ser acessado diretamente no local da obra. Por exemplo, as dimensões das fôrmas podem ser verificadas diretamente através de um dispositivo tipo tablet:

As armaduras sobre uma determinada viga estão corretas? Aproxime a viga na planta de fôrmas e toque sobre ela para visualizar os detalhes de armação e confirmar:

Esta operação pode ser feita com qualquer elemento estrutural, viga, laje, pilar ou fundação. De maneira simples, todos os desenhos de fôrma e armação de uma obra (que podem ser milhares) podem estar disponíveis e ligados por uma única interface de toque. O engenheiro poderia ainda interagir com os desenhos, marcando os elementos que já foram verificados e sabendo quais ainda não foram.

É possível também que o acesso remoto às plantas de um edifício, por computador ou dispositivo móvel, se torne um recurso da versão V17, disponível aos engenheiros estruturais independentemente de uma conexão com a empresa construtora.

Gerenciamento e controle tecnológico do concreto

O sistema GerPrE possuirá módulos para gerenciamento dos recebimentos de concreto e aço na obra, armazenando informações dos pedidos solicitados às centrais fornecedoras, gerando assim condições para rastreabilidade do material utilizado nas obras. Além disso, será possível realizar a identificação dos corpos de prova para encaminhamento aos laboratórios tecnológicos de concreto e o cadastramento dos resultados dos ensaios de compressão (NBR 12655). Estes resultados dos corpos de prova serão retroalimentados para emissão de relatórios e futuras análises técnicas.

Controles de qualidade e execução (CQE) também estarão disponíveis nesta versão inicial do GerPrE para garantir que as especificações de projetos possam ser verificadas em tempo real nas fôrmas do edifício.

Através da visualização das fôrmas e seus elementos componentes em dispositivos móveis, as informações disponíveis estarão sempre atualizadas e a um clique dos usuários do software.

Uma das idéias para tratar as conformidades de concreto é criar mapas de concretagem no momento do seu lançamento. Estes mapas podem ser criados graficamente, de forma interativa, associando-se, através de toque na tela do dispositivo móvel, os lotes recebidos das concreteiras aos elementos estruturais da planta de fôrmas:

Índices estruturais

Junto com o projeto estrutural são transmitidos todos os índices de fôrma, concreto e armação. Estes índices são atualizados automaticamente em caso de mudanças no projeto estrutural.

Gerenciamento das armaduras

Toda a especificação (tipo, posição, elemento a que pertence, quantidade, diâmetro, comprimento, dobras, etc) das armaduras necessária para a produção e montagem estará à disposição da construtora, que poderá planejar e encomendar antecipadamente os lotes para a obra. Cada posição de aço necessária para a montagem de vigas, pilares e lajes de um determinado piso é conhecida pelo sistema.

Ferramentas para consistências de dados por ocasião do recebimento dessas informações de armaduras estarão disponíveis.

Nas centrais de corte e dobra, softwares específicos (IGV e GBAR da TQS/Planear) farão o recebimento e controle dos dados digitais encaminhados pelo projetista/ construtora, completando o ciclo de gerenciamento e produção das armaduras.

O GBAR (software para centrais de corte e dobra de armadura) possui automação para integração com os equipamentos de corte e dobra, através da geração de códigos bidimensionais com padrão BVBS (que controla diretamente a máquina de corte e dobra) além de inúmeras funções como: gerenciamento da carteira de pedidos, rastreabilidade do aço, planejamento da produção, otimização de corte e dobra, apontamentos de produção e expedição, etc.

Verificação de detalhes construtivos e de projeto de armaduras

O construtor poderá examinar a posição aproximada das armaduras geradas no CAD/TQS por piso e verificar em alguns pontos chaves se existe dificuldade de execução.

Interface com o projeto estrutural

Do lado do engenheiro estrutural, poderemos ter a definição dos dados de conexão com a construtora junto aos dados do edifício já existente. Esses dados permitem que o CAD/TQS conecte diretamente ao banco de dados da construtora da obra correspondente:

Os documentos oficiais de entrega do projeto continuam sendo as plantas plotadas em meio físico. As plantas plotadas recebem número oficial de revisão após a sua emissão, através do sistema de Controle de Emissão de Plantas. Toda planta emitida pode ser transmitida para a construtora. Escolhidas as plantas a serem transmitidas, o sistema cuida de enviar os arquivos PLT e/ou PDF e DWF, assim como a representação individual de todos os desenhos de forma e armação relativos às plantas enviadas, para que possam ser visualizadas pela construtora, por computador ou dispositivo móvel. Além das informações gráficas, serão também transmitidos todos os quantitativos de concreto, forma e armação.

O CAD/TQS fará consistência de dados das informações transmitidas. O engenheiro estrutural saberá, a qualquer momento, quais plantas e desenhos já foram transmitidos e quais foram emitidos, além de todos os desenhos que deixaram de ser incluídos em plantas. Um novo atributo também será mostrado, os desenhos verificados para execução:

Na V17 dos sistemas CAD/TQS, o gerenciador do sistema alertará para a regravação de desenhos modificados e ficará sabendo se os desenhos a serem transmitidos já foram verificados ou não. Este é um dos recursos da V17 com o objetivo de aumentar o controle de qualidade do projeto estrutural.