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Edição Nº. 15 - Junho/01 Conversão DXF/DWG e Lajes Pré-moldadas Como posso ler e/ou gravar desenhos de outros editores gráficos (AutoCad, Microstation, etc..). Com certa frequência, observamos engenheiros estruturais entrando em atrito com arquiteto ou contratante, que entrega ou solicita a entrega de arquivos digitais de desenho em formato "alienígena". Essa briga não é exclusivamente nossa, acontece mundialmente. Há muito tempo, associações normalizadoras e entidades da área de computação gráfica vêm tentando definir um formato padrão para a troca de desenhos CAD. Em 1986, por exemplo, no início da TQS, um grande banco nacional criador de um software CAD adotou um dos formatos padrão da época, na esperança de resolver o problema. Essa e outras tentativas falharam, entretanto, na medida em que os micros evoluíram, e com eles o AutoCadÓ (da AutoDeskÓ), sistema mais utilizado para a produção de desenhos 2D no mundo. O formato usado pelo AutoCad para a troca de desenhos 2D com outros sistemas, o DXF, tornou-se um padrão de fato no mercado. Os sistemas CAD/TQS, desde a primeira versão em microcomputadores de 1986, são capazes de ler e gravar arquivos no formato DXF. A versão 8.2 lê arquivos DXF gerados por todas as versões do AutoCad, até o 2000. Nas primeiras versões CAD/TQS, adotou-se um formato de desenho que era subconjunto do formato nativo do AutoCad, o DWG-TQS, para acelerar o transporte. Com o tempo, a AutoDesk foi alterando o formato do DWG, tornando inviável a manutenção de um DWG-TQS compatível com o AutoCad. Assim, o formato DWG-TQS não deve mais ser usado na troca de desenhos. Entretanto, sempre é possível transportar desenhos em formato DXF, que é completo e suficiente para usuários CAD/TQS. A troca de desenhos em formato DWG-AutoCad é ruim mesmo para os usuários AutoCad, que freqüentemente se vêem obrigados a atualizar desnecessariamente seus sistemas para receber um desenho. Tal problema seria facilmente resolvido, se todos trocassem desenhos em um formato DXF de uma versão básica do AutoCad. Muitos usuários de AutoCad não gravam DXF por acharem que o arquivo resultante é muito grande. Isso realmente acontece, mas esta diferença simplesmente desaparece quando o desenho é compactado para transporte (uma necessidade), quando tanto o DWG quanto o DXF consomem espaços semelhantes. Além disso, depois de enviado para o cliente, o DXF pode ser apagado sem problemas. Como devemos proceder para receber ou enviar desenhos para arquitetos e outros projetistas que não usam o CAD/TQS? O primeiro passo, é convencê-los a ler e/ou gravar arquivos DXF. Qualquer sistema CAD no mercado é capaz de fazê-lo, como mostraremos a seguir. Para transformar um DWG-TQS em DXF e vice-versa, usamos os comandos existentes no menu "Plotagem, Utilidades de desenho" - a maioria conhece esse comando. O que muitos não sabem é que existe uma norma para interfaces de usuário no Windows, que especifica que a leitura e gravação de arquivos em formato diferente pode ser feita na caixa de diálogo padrão para abertura de arquivos. O CAD/TQS segue essa norma, como mostra a caixa de abrir arquivo de desenho dos editores gráficos (simplificada para fins didáticos):  Veja na figura o rótulo "Arquivos do tipo", com uma lista de tipos suportados pela aplicação. Se você abrir um arquivo DXF para leitura, ele será convertido automaticamente para DWG-TQS. Se você acionar o comando "Salvar como", e selecionar DXF, o DWG editado será gravado neste formato. A maioria das aplicações Windows tem um recurso deste tipo. Veja o Word, o Paint e outras. Como é a caixa de abrir arquivos do AutoCad? De maneira simplificada, é assim:  Ou seja, é muito fácil converter arquivos, e a lógica de conversão é parecida em todos os sistemas. Eng. Abram Belk Definição de laje pré-moldada na entrada gráfica de formas As lajes "pré-moldadas" formadas por vigotas e lajotas de cerâmica, concreto ou eps, usualmente empregadas em obras de menor porte, podem ser lançadas na entrada gráfica de formas por diversos processos. O catálogo do fornecedor da laje pré-moldada fornece o peso próprio da laje considerando todos os seus componentes. Por exemplo, a laje H12, lançada na ilustração da entrada gráfica a seguir tem peso próprio de 0.175 tf/m², carga permanente de 0.150 tf/m² e carga acidental de 0.200 tf/m². Veja, a seguir, três modalidades diferentes para o lançamento de laje pré-moldada: Modalidade 1 A laje pré-moldada é lançada com uma espessura fictícia de 7 centímetros. Em função do peso específico do concreto, o peso próprio da laje irá equivaler exatamente ao peso próprio especificado pelo fabricante. Neste caso, se solicitado, a espessura da mesa colaborante da viga será extraída como sendo de 7 cm.  Modalidade 2 A laje pré-moldada é lançada com uma espessura real da capa de 4 cm. Em função do peso específico do concreto, o peso próprio da laje de 4cm irá equivaler a uma sobrecarga de 0.1 tf/m². Fornecendo-se uma carga complementar de 0.075 tf/m², chegaremos ao peso próprio especificado pelo fabricante.  Neste caso, se solicitado, a espessura da mesa colaborante da viga será extraída como sendo a espessura real de 4 cm. Modalidade 3 A laje pré-moldada é lançada como laje nervurada com capa de 4 cm de espessura e nervura de 8 cm de altura com sua respectiva largura. Obrigatoriamente o processamento desta modalidade de entrada gráfica de formas deverá ser realizado pelo Grelha-TQS, resultando no cálculo de solicitações, dimensionamento e detalhamento das armaduras das nervuras pelo CAD/Lajes. Neste caso, se solicitado, a espessura da mesa colaborante da viga será extraída como sendo a espessura real de 4 cm.  Dica: Caso você utilizar a mesa colaborante para o cálculo de solicitações e o dimensionamento das vigas, selecione as modalidades 2 ou 3 descritas acima para que o CAD/Formas grave no arquivo de dados do CAD/Vigas as dimensões da seção "T" correspondente. Eng. Armando Sérgio Melchior
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