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Edição 4 - Dezembro/96

Edição Nº. 4 - Dezembro/96

Integração com projeto de Arquitetura

Um modo prático de organizar o projeto de arquitetura para a entrada gráfica é a criação de um arquivo de desenho geral contendo todas as plantas do projeto com as seguintes regras:

Ordenar os desenhos correspondentes as plantas baixas começando do nível mais baixo para o mais alto : 2.subsolo, 1.subsolo, térreo, etc....

Mudar cada planta baixa para um determinado nível sequencialmente, por exemplo: 101, 102, 103, etc ....

Sobrepor todas as plantas baixas, observando atentamente o ponto de inserção para que todas as plantas fiquem geometricamente na mesma posição vertical.

Limpar os blocos não utilizados para que o arquivo fique menor e a visualização mais rápida.

Acrescentar ao arquivo COMPAT.DAT ( região \FORMAS\EXEC ) o seguinte texto (neste arquivo já devem estar gravadas as informações da planta de formas da estrutura):

............
LANCAMEN
CEM 101
DUZ 102
TRE 103
QUA 104
QUI 105
SEI 106
SET 107
OIT 108
NOV 109
e assim por diante ......

Acione no editor gráfico o menu [ Cmpt Prj ]. O item LANCAM com todo o projeto de arquitetura estará agora disponível. O texto CEM do menu corresponderá ao 2. sub-solo, o DUZ corresponderá ao 1.sub-solo, e assim por diante. Desta forma fica fácil ligar / desligar ( S ou N ) as diversas plantas baixa, verificar a compatibilidade entre os diversos níveis de projeto de arquitetura e a compatibilidade arquitetura / estrutura.

Para maiores informações, consulte o manual do Cad/Formas :
Edição de Desenhos de Formas, item 8. Compatibilização de Projetos, pg. 57.

Colaboração: Eng. Luiz Spengler - SIEBEN - Campo Grande

Cálculo de lajes pelo processo de ruptura

Talvez a melhor característica do processo de ruptura seja a possibilidade de o engenheiro redefinir os momentos negativos, redistribuindo os esforços e modificando assim os momentos positivos finais.

Um bom método de cálculo de esforços em lajes é a opção KL9=4 do arquivo de critérios do Cad/Lajes - Método Simplificado. Este método foi adaptado do livro "Concreto Armado, Volume 1" do Eng. Aderson Moreira da Rocha. Ele é uma variação do “método de ruptura” que permite ao engenheiro fixar a relação entre os momentos negativos e positivos.

São determinados 4 coeficientes (C1, C2, C3, C4) por laje, que relacionam os momentos negativos e os positivos correspondentes. Se estes valores não forem fornecidos, eles são extraídos da relação entre os momentos positivos e negativos calculados pelo processo elástico (Czerni).

Estes coeficientes podem também ser definidos manualmente pelo usuário no arquivo .LAJ. Uma boa dica, simples e prática, é a de se utilizar os comandos de busca e troca de textos para modificar a linha de comando a partir da declaração ENG nnnn, como por exemplo:

trocar ENG EEAE para ENG EEAE C1 1.0 C2 1.0 C3 0.0 C4 1.0
trocar ENG EEEE para ENG EEEE C1 1.0 C2 1.0 C3 1.0 C4 1.0
trocar ENG EEAA para ENG EEAA C1 1.0 C2 1.0 C3 0.0 C4 0.0

Como podemos ver no exemplo acima, foi utilizada a relação de 1/1 entre negativos e positivos, mas estes valores são meramente ilustrativos, pois cada engenheiro tem suas próprias convicções sobre estes coeficientes.

Para momentos negativos diferentes na borda da laje, o Cad/Lajes efetua o equilíbrio de momentos da mesma forma que no processo elástico.

Para maiores detalhes, consulte o manual do Cad/Lajes - Processo Simplificado, item 3.5.10 - KL9=4, página 48.

Autor: Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva - TQS

Modelagem de lajes planas maciças

O modelo de grelha gerado pelo CAD/Formas para a opção “Vigas + Lajes Nervuradas” faz uma discretização muito boa de barras na região do capitel dos apoios intermediários da laje. Podemos utilizar este mesmo tipo de modelagem, lançando na entrada gráfica de formas os blocos de vão de nervuras ($VAONER) e as poligonais dos capitéis, como se a laje fosse nervurada plana, mas fornecemos os dados da laje como sendo maciça. O modelo de grelha gerado segue a mesma boa modelagem de laje nervurada mas a inércia das barras é a da seção maciça.

Autor: Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva - TQS

Configuração de editor de textos

Muitos usuários têm preferência por um determinado tipo de editor de textos. Alguns preferem o do DOS, outros o VED, e assim por diante. Os sistemas TQS procuram o editor de textos denominado EDIT, o primeiro que ele encontrar na lista de diretórios do PATH. Para poder utilizar seu editor de textos preferido, renomeie o mesmo para o nome EDIT e, no PATH do AUTOEXEC.BAT, coloque em primeiro lugar o diretório onde ele está localizado. A partir deste instante, você terá sempre o seu editor de textos preferido para editar os arquivos e as listagens geradas pelos sistemas TQS.

Autor: Eng.Marcelo dos Santos Vianna - TQS

Validação do modelo de grelha

Como validar o modelo de grelha gerado pelo Cad/Formas?. Por melhor que seja o sistema, principalmente para lajes complexas, é muito difícil gerar o modelo de forma automática conforme as necessidades do usuário. Eis alguns pontos a serem observados:

  • Verifique sempre as regiões dos pilares quanto aos vínculos de vigas, pilares e lajes. Observe se estão de acordo.
  • Quando as barras das lajes ou vigas formarem ângulos diferentes de 90., verifique a existência de triângulos de barras muito pequenas. Adapte-as.
  • Verifique sempre os avisos referentes a balanços e barras pequenas. Valide-os ou corrija-os.
  • Utilize os parâmetros de geração de grelha ( espaçamento, origem e ângulo da malha da grelha) para melhor adequar o modelo.
  • Para corrigir qualquer anomalia e adaptar melhor o modelo gerado, utilize o editor gráfico de grelhas.

Autor: Eng. Marcelo dos Santos Vianna - TQS

Validação de resultados da grelha

Como validar os resultados da grelha?. Alguns pontos a serem observados são os seguintes:

  • Verifique sempre a carga total calculada pela extração gráfica de grelha com a carga total lançada no processamento de formas e com a somatória das reações de apoio da grelha processada.
  • Verifique a existência de deslocamentos exagerados na estrutura.
  • Verifique sempre o diagrama de forças cortantes. A menos da existência de cargas concentradas, não devemos ter picos de cortante na estrutura.
  • Verifique os diagramas de momentos fletores e torsores ( My e Mx respectivamente ) observando se os elementos indicados para resistir à torção e se as plastificações foram corretamente aplicadas.

Autor: Eng. Marcelo dos Santos Vianna - TQS

Transferência de dados para vigas e pilares

Muitas vezes, ao processarmos pórticos ou grelhas, definimos todas as cargas mas esquecemos de definir a envoltória ( Comando ENVOLT), ou o comando de transferência para pilares ( TRNPIL ). Mesmo que o pórtico ou a grelha já tenham sido processados, podemos aproveitar estes processamentos. Para isto, volte ao item de geração do modelo e corrija os comandos de envoltória (ENVOLT ) e transferência para pilares ( TRNPIL ). Em seguida, gere novamente o modelo e faça as transferências normalmente. Atenção : Este procedimento é válido apenas quando os dados da forma não sofreram nenhuma alteração.

Autor: Eng. Marcelo dos Santos Vianna - TQS

"Pintura" de cortes

Como "pintar" os cortes dentro do desenho de formas?. Nas versões mais novas, no menu Editar, temos o item Critério de Projeto. Neste item, temos o menu de Desenho que, em sua opção Outros Controles, possui o parâmetro CNTCOR. Com este parâmetro ligado, junto com o desenho do corte da viga e da laje ( no nível 18 ) é desenhada uma linha múltipla fechada no nível 30, que pode ser pintada ( hachurada ou sombreada ) durante a plotagem.

Autor: Eng. Marcelo dos Santos Vianna - TQS