3. Esforços adicionais nas vigas (para cargas horizontais)
Pórtico EspacialVamos recapitular os passos para definição desta consideração. Edição de dados do edifícioVamos retornar a edição de dados do edifício para relembrar os dados necessários para o processamento automático do pórtico. Escolha do Modelo de pórtico e da organização de esforços que serão transferidos.
Definição dos parâmetros de vento (segundo a norma NBR6123)
Edição de Critérios e Carregamentos
Critérios Gerais : Considerações sobre os materiais, rigidez dos elementos, Parâmetros para estabilidade global, cálculo de vento, transferência de esforços e Analise não linear Condições de Contorno : Permite declarações sobre redução de inércia a flexão e torção para vigas e pilares, imposição de articulações em pilares, imposição de Coef. de Mola para a rigidez dos apoios Carregamentos : Definição de Carregamentos básicos, combinações e Envoltória Neste menu comandamos a transferência de esforços para vigas e pilares, onde podemos optar pela gravação completa da envoltoria de esforços verticais combinados ao esforços horizontais (arquivos *.TEV) ou apenas da envoltoria de esforços horizontais (arquivos *.TEA).
Estes arquivos são interpretados durante o processamento de esforços do CAD/Vigas, onde:
4. Mais sobre o Modelo Integrado Grelha/PórticoEm 1996, quando começamos a realizar as primeiras reuniões de usuários, nós tentamos estimular os participantes a utilizar o seguinte conjunto de esforços:
Neste esquema, tínhamos algumas limitações :
O tempo passou, e no fim de 1997 ainda buscávamos o modelo ideal quando foi concebido o MODELO INTEGRADO, com o objetivo de convencer os profissionais a conciliarem o cálculo tradicional com uma análise global mais refinada. Por isto o sistema tem duas etapas de processamento: Na 1ª etapa, com as vigas articuladas, onde são reproduzidos os esforços nas vigas que seriam obtidos isoladamente em cada pavimento, e as cargas verticais acumulam sem nenhuma redistribuição, imitando o processo que todos os profissionais utilizam a décadas. Na 2ª etapa, onde as vigas engastadas, encontramos os efeitos de redistribuição de esforços provenientes do desequilíbrio de momentos que normalmente ocorrem em estruturas sem simetria. São calculados a partir dos momentos atuantes nos nós dos pilares, esforços bem mais corretos atuantes em vigas e pilares. Como este modelo é muito refinado, pois depende de cargas estimadas corretamente declaradas e do refinamento dos modelos de grelha, julgo que durante a fase de estudos preliminares a utilização de modelos de grelha para obtenção de cargas verticais e a modelagem do pórtico espacial clássico são mais práticos, mas na fase final de projeto, onde buscamos o dimensionamento e detalhamento, estando com os modelos de grelha e cargas estimadas definidos, devemos modificar os dados do edifício e utilizar o MODELO INTEGRADO. Vale salientar mais uma vez, que este modelo não contempla os efeitos de redistribuição de esforços provenientes de deformações em transições e a adoção de tirantes deve ser tratada com cuidado. Nestas situações, sempre que analisarmos os pavimentos com modelos de grelha, e encontramos apoios que são deformáveis, devemos avaliar e impor coeficientes de mola de translação vertical (eixo Z) proporcionais às cargas atuantes e a deformação encontrada (Ktz=Reação de apoio da grelha/ deslocamento do nó do pórtico), independentemente do modelo de pórtico adotado (Clássico ou Integrado). Exemplo:No pavimento abaixo foi definida uma carga distribuida de 4 tf/m (+ PP) na V3 , enquanto que a V2 não recebeu nenhuma carga além do PP, o que acarretará em um desiquilibrio nos nós dos pilares P2 e P5.
Vejamos agora os diagramas de momentos fletores resultantes do processamento na etapa Articulada:
E os diagramas de momentos fletores resultantes do processamento na etapa Engastada:
E os deslocamentos desta etapa:
E os diagramas finais do modelo Integrado, onde as duas etapas são combinadas:
5. Recursos disponíveis para a modelagem estrutural e o funcionamento real da estruturaComo já foi comentado no início deste texto, nenhuma estrutura executada funciona perfeitamente conforme o previsto em qualquer um dos modelos de cálculo citados. As estruturas moldadas “in-loco” são executadas em etapas, e muitas das principais variáveis do funcionamento da estrutura não são consideradas nos nossos modelos. Vejamos alguns pontos a serem abordados:
E eu fico me lembrando das palestras sobre pontes estaiadas que aconteceram no IE, onde os eng. Catão Francisco Ribeiro e eng. Bernardo Golebiowski citaram um software francês (Bridge Construction – da J. Muller International) que tem condições de analisar as diversas etapas de montagem de uma ponte, onde o tabuleiro é lançado e protendido em etapas, e para cada etapa de montagem os estais recebem uma nova parcela de protensão para re-equilibrar as cargas. Este deve ter sido o modelo de análise incremental mais sofisticado que já vi até hoje, e mesmo neste tipo de análise estrutural, nenhum dos efeitos citados acima devem ter sido considerados. Tudo isto está muito distante da realidade do estágio atual da engenharia de estruturas de concreto armado. As análises estruturais são baseadas em modelos elásticos, e sempre são utilizadas teorias clássicas para obtenção das inércias e analises estáticas lineares. Atualmente, o melhor modelo que podemos gerar de forma consistente é o modelo de pórtico espacial da estrutura completa. Para simular alguns dos efeitos citados temos nos sistemas CAD/TQS alguns parâmetros que podem ser ajustados pelo usuário para a geração do modelo: Coeficiente MULAXI – aumenta a área dos pilares para atenuar os efeitos da deformação axial Coeficiente REDFLX – fator divisor da inércia a flexão de vigas e pilares Coeficiente REDTOR – fator divisor da inércia a torção de vigas e pilares Articulação de pilares – Podemos atribuir articulação no topo / base COEF. DE MOLAS – Podemos atribuir coeficientes de mola para simular a rigidez real dos elementos de fundação. Podemos também resolver a estrutura através de uma análise não linear geométrica. Quando partimos para a análise espacial da estrutura, temos que estar preparados para interpretar os resultados, que passa a ser a etapa mais penosa de todo o trabalho. Em um modelo mais complexo, poderíamos discretizar os pilares-parede em diversos elementos de casca (ou barras), mas isto dificultaria a interpretação dos resultados e também afetaria o dimensionamento/detalhamento dos pilares, pois teríamos grandes dificuldades para obter os esforços totais resultantes atuantes em todo o pilar. Devemos lembrar que hoje o dimensionamento pelo processo exato parte da hipótese de seção plana. Categoria |












