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Edição Nº. 24 - Fevereiro/07 Nesta seção, são publicadas mensagens que se destacaram nos grupos Comunidade TQS e Calculistas ao longo dos últimos meses. Para efetuar sua inscrição e fazer parte dos grupos, basta acessar http://br.groups.yahoo.com/, criar um ID no Yahoo, utilizar o mecanismo de busca com as palavras “Calculistas” e “ComunidadeTQS” solicitando sua inscrição nos mesmos. Junta de Dilatação - Radier Olá pessoal, Estou construindo um prédio, somente pavimento térreo, e sua fundação será do tipo radier, na dimensão de 16.10 x 65.20 metros. Normativamente, se recomenda, a colocação de junta de dilatação em estruturas, cujo seu comprimento ultrapasse 30 m, e nesta fundação não foi seguida esta recomendação. Em fundações desse tipo seria necessária uma junta de dilatação? Esta é a dúvida que surgiu, e eu acho que se deveria criar uma junta de dilatação na maior dimensão da fundação. Estou enviando um arquivo zip, com a planta em DXF.  Em pavimentos de concreto, existem juntas de trabalho que encurtam seu comprimento e, assim, reduzindo os efeitos de dilatação devido à temperatura, pois não tenho um elemento único. Gostaria de sugestões e comentários sobre o assunto, pois seria de muita ajuda! Um grande abraço a todos! Eng. Rudney Rocha, Manaus, AM Caro colega, A fundação, sendo contida no solo e não exposta, não é afetada pela temperatura externa. Abraços, Eng. Moisés Spiguel, São Paulo, SP Caros Moisés e Rudney, Há de se considerar que, se o solo for bastante homogêneo, as juntas serão apenas de dilatação térmica, e assim seu comentário está perfeito; porém se o solo tiver variações consideráveis ao longo do comprimento do radier, as juntas da estrutura devem ocorrer também no radier tornando-se juntas de recalque diferencial. Eng. Marcio Conte, Curitiba, PR Caros Marcio, Moisés e Rudney, Caros colegas, Resumindo o que vocês já bem disseram: A) Continuar uma junta de dilatação da superestrutura também no Radier seria bastante ineficiente e desnecessário, como bem falou o Moisés. Basta supor que fosse necessário, e chegaríamos à conclusão de que, para ser coerente, teríamos de continuar a junta dentro do solo (talvez até a cota do indeslocável). B) Uma junta da superestrutura que seja justificada pela falta de homogeneidade do solo deverá sim, possivelmente, ser contínua no Radier, como bem falou o Marcio. Mas o assunto pode ser mais complexo e nem sempre tácito. Se a junta é devida a uma modificação abrupta das condições do solo, será recomendável não simplesmente fazer uma junta, e sim afastar os radiers para evitar efeitos da transição. Se a variação do solo for gradual, uma junta no Radier seria razoável para flexibilizar e controlar efeitos globais no Radier conjunto atenuando a interação diferenciada entre solo e estrutura. Mas, pensando justamente no comportamento conjunto solo estrutura, veríamos que na realidade nunca atingiremos uma independência total das partes já que estas ficam conectadas através do solo e somente será possível uma atenuação ou controle de efeitos. Outra atitude possível poderá ser desistir desse controle e não fazer nenhuma junta levando em conta no modelo global a resposta diferenciada do solo nas diferentes partes. C) Podemos também ressaltar que uma junta no radier, quando não existe uma junta na superestrutura, será uma decisão injustificada, pelo menos não imagino um caso no qual essa seja a solução, principalmente se for o caso de solo não homogêneo. Abraços, Eng. Sergio Stolovas, Curitiba, PR Controle e recebimento do concreto Prezados colegas da Comunidade, O colega Egydio tem sido um dos grandes defensores do controle tecnológico do concreto e nos tem brindado com verdadeiras aulas em suas mensagens. Essas exigências (de controle e recebimento) já constantes na NBR 12655:1992, revisada em 1996, agora, com a entrada em vigor da NBR 12655:2006 (Válida a partir de 14.09.2006) estão perfeitamente alinhadas com a filosofia da NBR 6118:2003. A linha mestra não mudou, mas alguns pontos ficaram mais claros e foram aprofundados. Para começar uma discussão sobre o tema, destacamos: - no item 4 - Atribuições e responsabilidades: fica claro que, quando o concreto é preparado por empresa de serviços de concretagem, fica sob responsabilidade dessa as prescrições relativas às etapas de preparo do concreto. Ou seja, o controle e aceitação do concreto são responsabilidades do profissional responsável pela execução da obra. A Norma estabelece, no seu item 4.4 - Responsável pelo recebimento do concreto: “Os responsáveis pelo recebimento do concreto (3.2.4) são o proprietário da obra e o responsável técnico pela obra, designado pelo proprietário. A documentação comprobatória do cumprimento desta Norma (relatório de ensaios, laudos e outros) deve estar disponível no canteiro de obra, durante toda a construção, e deve ser arquivada e preservada pelo prazo previsto na legislação vigente, salvo o disposto em 4.1.2.” Uma sutil diferença entre esta e a redação anterior (NBR 1255:1996) que dizia: - “O responsável pelo recebimento do concreto, definido em 4.5, é o proprietário da obra ou o responsável técnico pela obra.....” Agora, salvo melhor juízo, a solidariedade entre proprietário e responsável técnico nesta questão ficou patente. Avançaremos na abordagem em mensagens futuras. Abraços. Eng. Luiz Carlos Gulias Cabral, Blumenau, SC Saiba mais: http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17403 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17407 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17422 Antivírus e o CAD/TQS Caros Colegas da Comunidade: Nosso colega engenheiro, Cláudio Moreira da Rocha, deu-nos um importante subsídio quanto à configuração de sistemas antivírus em computadores com CAD/TQS. Estou repassando essa informação para que outros engenheiros com problemas semelhantes possam identificar e corrigir a configuração de seus antivírus. Vírus de computador são uma praga atual e real, que deve ser combatida por todos os meios. O mais comum atualmente é o uso de programas antivírus. Os programas antivírus usam diversas técnicas de combate, uma vez que os ataques podem ser através de arquivos executáveis ou arquivos tipo script, executados por um programa hospedeiro como o pacote MS Office, Internet Explorer, Outlook e outros. Uma técnica particular de combate aos vírus é a chamada proteção dinâmica, que verifica a existência de vírus enquanto programas são executados. Para se certificar que um programa não grave um vírus no disco e depois o execute, certos antivírus interceptam todas as manipulações de arquivos do sistema operacional, e fazem o scan de cada arquivo recém gravado a procura de vírus. A proteção dinâmica pode interferir com os sistemas CAD/TQS. Como o sistema é composto por módulos independentes que rodam em seqüência, um arquivo recém gravado por um programa pode se tornar indisponível ao programa seguinte, porque o antivírus passou a examinar este arquivo. Isto aconteceu com o engenheiro Cláudio, fazendo processamento global. De maneira intermitente, um erro acontecia com o arquivo PORFOR.LST, que ficava indisponível no meio da geração do modelo de pórtico. A sugestão para a configuração dos programas antivírus é desativar a verificação dinâmica, ou pelo menos, impedir (através de configuração do antivírus) que as pastas dos sistemas CAD/TQS, principalmente a árvore de edifícios \TQS, seja verificada dinamicamente. Esta desativação é totalmente segura, uma vez que as pastas TQS contêm exclusivamente arquivos de dados, não podendo ser executados, e portanto embutir vírus. Note que mesmo a pasta \TQSW com o sistema CAD/TQS não precisa ser verificada, uma vez que o CAD/TQS testa sua própria integridade em tempo real permanentemente. Ao diminuir a verificação dinâmica, teremos também um ganho significativo de performance, uma vez que todos os arquivos de dados deixarão de ser lidos duas vezes (uma vez no CAD/TQS, outra no antivírus). A melhor alternativa é usar a verificação periódica disponível no antivírus, em períodos em que o computador estiver ocioso. Espero ter ajudado. Um abraço. Eng. Abram Belk, TQS, São Paulo, SP Índices de consumo Caros Colegas: No seminário promovido na semana passada pelo Sinduscon- SP, houve um interessante painel conduzido sob forma de talk-show, coordenado pelo Jorge Batlouni e com participação de quatro projetistas de SP, Graziano e França entre outros. Nesta ocasião, foi abordado o importante tema dos índices de consumo das estruturas. De fato, trata-se de questão que motiva enormemente os Construtores por suas implicações no custo das Edificações e minha experiência é que frequentemente é mal conduzida e interpretada. Inúmeras vezes o Construtor trabalha com apenas um dos índices entre os três que quantificam o consumo de material de uma estrutura - aço, concreto e formae dessa forma torna-se a mensuração totalmente inconclusiva e distorcida. Outras vezes não existe a preocupação de reduzir os índices a um denominador comum (por ex: consumo de material por m2 de obra) e trabalha-se com um índice que se refere a outro índice com resultado igualmente inconclusivo (ex: conceto em m3/m2 e aço em kg/m3). Por outro lado ainda, entre os índices citados, freqüentemente se subestima o relativo ao consumo de formas, (eventualmente nem é apurado), o que resulta em grave equívoco uma vez representa de maneira clara a quantificação da mão-de-obra. Atualmente, devido ao elevado preço do aço, é razoável que os projetistas tendam a privilegiar o consumo de concreto em detrimento da armação, embora tal opção seja fortemente circunstanciada pelas restrições arquitetônicas. Ora, como é extremamente comum o Construtor pagar a mão de obra de execução da Estrutura por m3 de concreto, nota-se que a tática de economizar na armação implica em aumento no custo da mão-de-obra e vice-versa. Creio que seria interessante os Construtores tentarem desenvolver uma fórmula que ponderasse o valor da mão de obra levando em conta os índices de consumo tanto de concreto quanto de forma, na medida que este último expressa de forma inequívoca a quantidade de mão de obra alocada. Note-se que, usualmente, a contratação dos serviços de corte e dobra de armadura já prevê sua colocação na forma, mas, caso não seja este o caso, o índice de consumo de aço também deveria ser considerado na ponderação proposta. Tal medida parece-me que resultaria numa remuneração mais justa e valorizaria o projeto estrutural que se empenha em obter melhores parâmetros de produção e construtibilidade. Abraço a todos Eng. Justino Vieira, Rio de Janeiro, RJ Saiba mais: http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17819 http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/14408 http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/14402 Cálculo de Gama Z e RM2M1 Caros Colegas da Comunidade: Recentemente surgiram dúvidas a respeito do cálculo do ?Z e do coeficiente RM2M1 gerados no nosso sistema. Estas dúvidas são pertinentes, uma vez que a NBR 6118:2003 introduziu modificações nesse cálculo, descritas em itens e capítulos diferentes da norma. Como já mostramos nos nossos cursos e palestras, o ?Z mudou pouco em relação ao trabalho original dos professores Mário Franco e Augusto Vasconcelos. Para ajudar a esclarecer este cálculo, e também o coeficiente RM2M1 obtido quando se usa P-? em vez de ?Z, escrevi as observações abaixo. Um abraço Eng. Abram Belk, TQS, São Paulo, SP Implementação de ?Z e RM2M1 no CAD/TQS Cálculo de ?Z O coeficiente ?Z, criado pelos engenheiros Mário Franco e Augusto Carlos de Vasconcelos, foi citado a primeira vez no trabalho “Franco, M. E Vasconcelos, A.C - Practical Assessment of Second Order Effects in Tall Buildings, Proceedings do Colloquium sobre o CEB-FIP MC90, Rio de Janeiro, 1991”. As principais características deste coeficiente são: - Indicar se uma edificação é de nós móveis ou fixos e avaliar se a mobilidade é excessiva;
- Servir para estimar a amplificação dos momentos de primeira ordem para a consideração dos momentos de segunda ordem, sem que seja necessário o cálculo destes;
- Cálculo genialmente simples.
O cálculo considera edificações convencionais com pequenos deslocamentos. Para uma dada direção, os momentos de primeira ordem M1 são estimados como o momento das forças horizontais em relação à base do edifício. Os momentos de segunda ordem M2 são estimados como a somatória das forças verticais multiplicadas pelo deslocamento dos nós da estrutura sob ação das forças horizontais. Para amplificarmos M1 considerando os momentos de segunda ordem, multiplicaremos M1 pela relação M2/M1, que por hipótese, para pequenos deslocamentos e estrutura convencional é considerada constante. Assim teremos inicialmente: M1a = M1 + M1*(M2/M1) onde M1a é o momento de primeira ordem amplificado. O acréscimo de momento de primeira ordem, M1*(M2/M1), também causará um momento de segunda ordem que precisará ser considerado, assim precisaremos acrescentar: M1a = M1 + M1*(M2/M1) + M1*(M2/M1)*(M2/M1) +... e assim sucessivamente, chegaremos a: M1a = ?M1*(M2/M1)n onde n varia de 0 a infinito. A somatória desta PG com razão menor que 1 será: M1a = M1 / (1 - M2/M1), ou M1a = M1*?Z Módulo de elasticidade O módulo de elasticidade adotado é o “módulo de deformação tangente inicial cordal a 30% da fc”. Este módulo é 17,6% maior que o módulo de elasticidade secante utilizado em verificações de estados limites de serviço. Esta utilização é permitida no cálculo de ?Z porque o item 8.2.8 da NBR 6118:2003 diz que “Na avaliação do comportamento global da estrutura e para o cálculo das perdas de protensão, pode ser utilizado em projeto o módulo de deformação tangente inicial (Eci)”. O item 12.5.2 da norma repete esta afirmação. Rigidez dos elementos Considerando-se estruturas com mais de 4 andares, leva-se em conta de maneira aproximada a não-linearidade física das vigas e pilares, modificando-se a rigidez destes elementos conforme o item 15.7.3: Vigas: 0.4 EI, considerando seções T Pilares: 0.8 EI Esforços considerados Tanto os momentos de primeira ordem quanto os de segunda ordem são tomados com valores de cálculo, conforme o item 15.5.3 da NBR 6118:2003. Conforme o item 15.3.1, “Pode ser considerada também a formulação de segurança em que se calculam os efeitos de segunda ordem das cargas majoradas por ?f/?f3, que posteriormente são majorados por ?f3 com ?f3 = 1,1,...”. Assim, os valores de cálculo para o ?Z são majorados por 1,273 e não 1,400. A expressão de cálculo de ?Z será então: ?Z = 1. / (1. - M2k*1.273/M1k) Não é necessário majorar M1, pois ele mudará na mesma proporção de M2. Análise não-linear com segunda ordem Conforme o item 15.7.2 da NBR 6118:2003, os efeitos de segunda ordem são considerados de forma aproximada, a partir da majoração (ou, minoração) adicional dos esforços horizontais da combinação de carregamento considerada por 0,95?Z. Somente são considerados valores de ?Z superiores a 1.1. A majoração de esforços por 0,95?Z é feita no CAD/TQS na etapa de transferência de esforços para vigas, pilares e fundações. RM2M1 - Coeficiente para estimar estabilidade global com P-? A resolução da estrutura com o processo P-? leva a esforços resultantes com os efeitos da não-linearidade geométrica considerados de maneira mais precisa. Entretanto, a solução da estrutura não resulta automaticamente em um coeficiente que permita avaliar a sua estabilidade. Mesmo assim, geramos o mesmo relatório com os parâmetros de estabilidade, agora com o coeficiente RM2M1 no lugar de ?Z. O coeficiente RM2M1 não foi inventado pela TQS ao acaso, ele tem o mesmo significado e função do ?Z. O título foi escolhido pois a formulação correspondente ao ?Z real tem como parcela principal a relação M2M1. Portanto, o coeficiente RM2M1 é calculado segundo os mesmos princípios do cálculo do ?Z: - M1 é estimado como o momento das forças horizontais em relação à base do edifício.
- M2 é estimado como a somatória das forças verticais multiplicadas pelo deslocamento dos nós da estrutura sob ação das forças horizontais, resultante do cálculo de P-? em uma combinação não linear.
A diferença entre o cálculo de ?Z e RM2M1 é que, como os esforços e deslocamentos com P-? já são finais, não é necessário considerar a somatória da PG. O momento de primeira ordem calculado não causará outros momentos de segunda ordem. O coeficiente RM2M1 será dado então por: 1 + M2d/M1d (ou 1+M2k*1.273/Mk1, considerando-se M2k característico) Por convenção, o Pórtico-TQS tem carregamento característico. Na verdade, são montadas as combinações da NBR 8681:2003, e todos os majoradores de cargas são divididos por 1.4. No cálculo das combinações não lineares por P-?, o solver PORTMIX multiplica antes as cargas por 1.273, mais tarde gravando esforços e deslocamentos divididos pelo mesmo fator. Saiba mais: http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17054 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17056 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17058 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17068 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17073 Autosalvamento e recuperação de dados no Modelador Estrutural Prezados Colegas, Vou dividir esta mensagem em 5 partes: Introdução, Autosalvamento, Salvamento, Recuperação de dados perdidos e Recuperação de dados perdidos no Modelador Estrutural. Introdução Quando estamos trabalhando com qualquer arquivo aberto no Windows (planilhas, documentos, desenhos, imagens, etc), ficamos à mercê de falhas causadas por softwares, sistemas operacionais, hardware, quedas de energia, vírus, incompatibilidades, etc. Essas falhas podem causar a perda de muitas ou poucas homens/ hora de trabalho, isso depende muito da freqüência com que você salva seu trabalho. Autosalvamento Os sistemas CAD/TQS dispõem de uma ferramenta chamada Autosalvamento de Desenhos, que permite ao usuário controlar, de quanto em quanto tempo, seu desenho aberto será salvo. Para acionar esse controle, utilize o comando: “Arquivo” - “Configurações” - “Edição Gráfica”, acione a aba “Salvamento” e escolha o tempo desejado:  Ou seja, com a opção acima marcada, conforme trabalhamos nos editores gráficos, o Autosalvamento, automaticamente, de 5 em 5 minutos, gera um arquivo chamado “AutoSalvamento de XXXX.BAK”, onde XXXX é o nome atual do seu desenho ou arquivo de modelo. Salvamento Além do Autosalvamento, os editores gráficos dos sistemas CAD/TQS, ao salvarmos qualquer desenho, geram também um arquivo chamado “XXXX.BAK”, de back-up, uma cópia de segurança para ser usada no caso de o arquivo original apresentar algum problema, por estar corrompido, com vírus, etc. Recuperação de dados perdidos Agora, o que fazer quando perdemos trabalho devido à falta de energia ou quando seu arquivo original não abre mais? É simples, no exemplo a seguir, meu arquivo FOR0014.DWG está corrompido, não abre mais. Primeiro abrimos o Windows Explorer e renomeamos esse arquivo para FOR0014.OLD (ou qualquer outra extensão não utilizada, o intuito é diferenciarmos o nome desse arquivo), depois encontramos os dois arquivos .BAK:  Agora, vamos escolher qual arquivo será renomeado para FOR0014.DWG, para recuperá-lo. Escolhemos então o com a data de salvamento mais recente, o que vai acarretar menos retrabalho. Na janela acima, ele seria o FOR0014.BAK. Depois de renomeado, basta abri-lo pelo editor gráfico. Recuperação de dados perdidos do Modelador Estrutural No caso de estarmos trabalhando com o Modelador Estrutural, o procedimento é o mesmo citado acima, mas um pouco mais trabalhoso. Todos os dados do Modelador estão contidos no arquivo EDIFICIO.DAT; seus arquivos de back-up e autosalvamento são chamados respectivamente de EDIFICIO.BAK e Autosalvamento de EDIFICIO.BAK. Para recuperamos um desses arquivos, o procedimento é o mesmo, renomeamos o original para EDIFICIO.OLD e escolhemos entre os dois back-up’s, o mais recente. Vale lembrar a todos que uma perda de dados global no Modelador Estrutural nos leva a restaurar diversos arquivos .DAT. Em cada um dos pavimentos do seu edifício, existe um EDIFICIO.DAT com informações especificas daquele piso: Vigas, Lajes, Capitéis, Cargas, Cortes, etc. O EDIFICIO.DAT com as informações dos Pilares fica armazenado na pasta raiz do seu edifício. Espero que eu tenha sido claro e que essas dicas sejam úteis. Qualquer dúvida, entrem em contato. Atenciosamente, Eng. Guilherme Covas, TQS, São Paulo, SP Experiência em estruturas Colegas, Venho acompanhando a polêmica gerada pela divulgação de uma frase do professor Edward Wilson a respeito da importância da experiência para engenheiros estruturais. A conhecida frase do professor Wilson foi citada por mim na entrevista concedida ao Jornal TQS News em seu número 16, de fevereiro de 2002. Ocorre que a colocação da frase aqui na Comunidade TQS foi feita de forma descontextualizada daquela feita na entrevista, cujo tema é: EXPERIÊNCIA: A DIFERENÇA ENTRE O HOMEM E A MÁQUINA. O contexto pretendido na entrevista tem muito mais a ver com o mau uso de computadores do que com a experiência do profissional de estruturas. Nós, engenheiros de estruturas com um pouco mais de experiência, e os colegas mais jovens temos todos muito por aprender ainda! Estamos embarcados em trens correndo no mesmo sentido em linhas paralelas e não em trens diferentes, na mesma linha, em reta de colisão! Reproduzo abaixo a última pergunta da entrevista, onde a frase é citada. O senhor teria algo mais a acrescentar? Gostaria de enviar uma palavra aos jovens universitários que pretendem seguir a bela e difícil especialidade de projetar estruturas. Procurem, tão logo concluam as disciplinas básicas da área, como Resistência dos Materiais e Teoria das Estruturas, estagiar em escritórios de projetos de estruturas, mesmo que seja sem remuneração. Esta é, a meu ver, a única maneira de se preparar adequadamente para realizar essa atividade, suprindo as conhecidas deficiências do nosso ensino superior na área e adquirindo um mínimo necessário de cancha. Aproximem-se dos mais experientes, conversem com eles, procurem absorver um pouco de seu conhecimento e, sobretudo, não se envergonhem de perguntar o que não sabem! Não raro nos deparamos com jovens engenheiros que nunca viram, ou não lembram de ter visto, um diagrama de Momento Fletor ou Esforço Cortante na vida! Não pensem que somente poderosos computadores e alguns programas mágicos hoje existentes no mercado farão de você, por mais brilhante que seja, um Engenheiro Estrutural! O professor Edward Wilson, da Universidade de Berkeley, CA, um dos maiores especialistas em Análise Estrutural do mundo, escreveu na introdução do manual do software SAP 80®, mais ou menos o seguinte: “Um engenheiro estrutural experiente e capaz faz sobre a perna, nas costas de um envelope, o que um jovem inexperiente jamais fará com toneladas de computadores!”. Saudações, Eng. Dácio Carvalho, Fortaleza, CE Prezados Colegas, Eu aprendi, após uns dez anos de formado, um importante conceito que é muito bem aplicado a estas nossas discussões: A experiência é uma virtude que possui o devido valor apenas depois de adquirida. O jovem, e eu também já passei por isto, é atirado, inovador, arrojado, desbravador. Para ele, todo serviço é possível de ser realizado, a energia latente vai cobrir outras necessidades. Enfrentar desafios é uma característica constante do jovem. E isto é muito bom para a evolução do mundo. Como adquirir experiência? Só temos os caminhos de muito trabalho, muito estudo, muita fé e muita humildade. Nesta nossa profissão, temos a grata satisfação de encontrar colegas experientes com uma tremenda vontade e desprendimento para ensinar aos mais jovens. Agora, quando eu recordo o início da minha carreira profissional, eu vou vislumbrando todos os colegas que me ajudaram, muitas vezes sem nenhuma necessidade pois eles nem participavam do meu projeto. Somente após muitos anos é que eu consegui enxergar perfeitamente a enorme paciência que alguns colegas de trabalho já tiveram comigo. Naquela oportunidade, eu também não enxergava isto direito pois até para este reconhecimento me faltava a experiência. Para se ter um exemplo concreto, basta ver aqui neste mesmo grupo quantas vezes um colega auxilia o outro sem nada em troca; na maioria dos casos sem nem conhecer o colega pessoalmente, só conhecendo o e-mail do solicitante. Nós só lutamos para saber o nome da pessoa e a cidade. Hoje em dia, como eu tenho muito contato com o professor Vasconcelos, que possui um vasto conhecimento sobre quase todos os assuntos, inclusive fora da engenharia, eu noto e fico admirado como é que ele atende a todos quando é solicitado. É com muita paciência, dedicação, amizade e companheirismo. Sem medir esforços e sem cobrar nada. Este processo não ocorre apenas com o engenheiro jovem. Em qualquer fase da nossa vida, somos inexperientes em determinados assuntos. Portanto, esta situação de depender do ensinamento, aconselhamento, estudo vai nos acompanhar pelo resto da nossa vida. Só não precisa do auxílio dos outros quem fica estagnado na profissão, o que não é o caso da maioria dos colegas. Então, como tudo na nossa vida, vamos primeiro tentar ajudar o outro e verificar como nós seremos ajudados, ou melhor, vamos ficar atentos a enxergar melhor as oportunidades, as pessoas notáveis que nos rodeiam, as ajudas desinteressadas que já tivemos. Fora isto, repito, muito trabalho, muito estudo, muita fé e muita humildade. É o caminho mais fácil para se adquirir a experiência tão desejada. Saudações a todos Eng. Nelson Covas, TQS, São Paulo, SP Caro Nelson, Acompanhei atentamente as discussões sobre este tema. Pensei em intervir...não encontrava as palavras... refleti sobre minha trajetória... quanta ajuda recebi e até agora continuo recebendo... cada decisão tomada ontem, talvez não a tomasse hoje, face ao enriquecimento profissional, quase que diário, que esta maravilhosa profissão nos proporciona... enfim...amado MESTRE NELSON, você disse tudo aquilo que eu gostaria de dizer, mas não tinha a experiência necessária para escrever. Obrigado por mais esta aula. Eng. Carlos Roberto Santini, Itapeva, SP Caro Santini e Nelson Covas, Trocando em miúdos, somos eternos Aprendizes. Abraços. Eng. Marcos Valentim Donadon, Jaboticabal, SP Saiba mais: http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17578 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17577 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17574 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17571 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/17554 Editor de esforços e armaduras Caros Amigos da Comunidade TQS, Vou dividir esta mensagem em quatro partes: Histórico, modelos, homogeneização de faixas de esforços e dica de desenho. Ela será enviada em três e-mails. Histórico Ao ler as mensagens de vocês me bateu uma “tremenda nostalgia moderna”. Isto porque já estava na TQS quando surgiu o Editor de Esforços, em setembro de 1994, e, de lá para cá, devo ter detalhado mais de 3000 pavimentos com o editor de esforços utilizando esforços de modelos de grelha. Confesso que várias boas lembranças percorreram a minha mente nestes dias. Voltando a 1994, vale lembrar que poucos escritórios tinham domínio sobre técnicas sofisticadas de análise de pavimentos, utilizando a discretização das lajes como malhas de placas, comumente denominadas de Elementos Finitos ou barras, comumente denominadas como grelhas planas. Vigas geralmente eram discretizadas como barras. Nunca vou me esquecer da primeira laje que detalhei utilizando modelos de grelha, sendo que na época ainda não tínhamos geração automática da malha de barras para as lajes. Esta grelha corresponde ao pavimento do tipo do Ed. Clemont Ferrant, que fica perto do Shopping Morumbi, aqui em SP, meu caminho diário de casa. Na época, a Encol tinha adotado um sistema estrutural que denominavam NOVATEC, onde os pavimentos eram formados por lajes nervuradas e vigas de borda. Estimulados por engenheiros que projetavam para a Encol, Nelson e Abram direcionaram o desenvolvimento para a criação de ferramentas que fossem, ao mesmo tempo, modernas e práticas para auxiliar aos engenheiros no detalhamento de lajes. Surgiu então a primeira ferramenta para modelagem de grelhas de lajes nervuradas e, logo em seguida, o Editor de Esforços. No início de 1995, surgiu a geração de modelos para lajes maciças e com o tempo os modelos de grelha avançaram bastante, sempre na busca da obtenção de esforços e deformações mais realistas. Vejamos alguns avanços: - Simulação de plastificações
- Apoios elásticos independentes para vigas e depois para lajes
- Decomposição de esforços de torção em fletores (Wood&Armer)
- Refinada discretização de capitéis
- Engastes parciais
- Conversão de modelos de grelha para placas com resolução de esforços
- Separação de carregamentos
- Combinações para verificação de ELU e ELS
- Lajes Treliçadas
- Lajes sobre base elástica
- Lajes com protensão
- Integração do modelo de grelha com o de pórtico espacial
- Grelha não-linear - Sofisticadas análises de deformações e fissuração
- Editor para telas soldadas integrado aos esforços de grelha
Foram inúmeras implementações introduzidas aos modelos de grelha e também ao editor de esforços e armaduras de lajes. Para o Editor de Esforços devemos destacar: - Possibilidade de se armar lajes complexas maciças, pré-moldadas, treliçadas e nervuradas
- Verificação de punção e cisalhamento segundo a NBR 6118:2003
- Para o detalhamento, temos diversos refinamentos, e entre eles podemos citar:
- faixas base e complementares
- razão entre armaduras concentradas nas nervuras e na capa
- homogeneização de faixas
- faixas transferidas de resultados de processos simplificados
Além das implementações introduzidas no Editor de Esforços, o CAD/Lajes recebeu avanços também nos processos simplificados, principalmente na interface automática com o CAD/Formas e com o Editor de Esforços (....neste instante, aqui na minha mesa, parei de digitar por alguns instantes, e coloco as mãos para segurar o queixo, pois ainda não acredito que acompanhei isto tudo...ah! que nostalgia moderna...) Quando entrei na TQS, fui logo querendo melhorias no CAD/Lajes. Adorava o processo de ruptura e eu queria que fossem introduzidas implementações para este processo no programa. Na época, a minha mente ainda estava ligada a processos simplificados. Mas logo que descobri os modelos de grelha, apaixoneime logo que vi a primeira deformada de um modelo gerado por mim; foi um momento importante para mim, um cara do interior que fica abismado quando ainda nos anos 80, ia às feiras de informática e via modelos numéricos apresentados nas telas das “grandes Workstations” dos grandes fabricantes de computadores. Os mais velhos vão se lembrar da ControlData. Com o tempo, os modelos de grelha e de pórtico me ajudaram a entender melhor o funcionamento das estruturas, e duas palavras passaram a dominar meu enfoque estrutural: rigidez e deformações. Um dia, cheguei à conclusão de que nunca mais adotaria processos simplificados para detalhar armaduras de lajes, pois eles partem de uma premissa totalmente irreal: contornos indeformáveis. Mesmo em pavimentos muito simples, como dos exemplos abaixo, a deformabilidade dos apoios interfere diretamente nos esforços. Passei a ministrar os cursos pela TQS, divulgar os modelos de grelha e pórtico e estimular os usuários a utilizá-los. Hoje já me sinto realizado só de saber que a utilização de modelos de grelha e pórtico são comuns nos procedimentos dos escritórios. Atualmente, todos nós podemos entrar no TQS, definir lajes complexas, de qualquer vão, processar a estrutura, obter esforços, deformações e detalhar com qualidade, muita qualidade,ou seja, a boa técnica que há 12 anos se concentrava em alguns poucos escritórios, hoje é praticada por milhares de engenheiros.......CONTINUA. Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva, TQS, São Paulo, SP Para visualizar na integra, as outras mensagens e seus anexos, acesse: www.tqs.com.br/downloads/LajesEditor.zip Esclarecimento: Punção No texto “Detalhamento de Armaduras a Punção” da seção Espaço Virtual, da edição nº 23 do TQS News, apresentamos o detalhe típico abaixo, como ilustração para detalhamento de armaduras de punção com Grampos Inclinados formando cavaletes:  Ao ler o texto, o professor Guilherme Sales Melo, da UnB, um dos principais pesquisadores sobre punção do nosso país, observou as seguintes falhas quanto a este detalhe: - O “cavalete”, para funcionar à punção, deve sair do bordo de cima “colado” ao pilar;
- Quando ele chega ao bordo inferior, deve se prolongar, horizontalmente, por um trecho, calculado, para dar a devida ancoragem.
Nos anais do IV Simpósio EPUSP sobre Estruturas de Concreto, no artigo “Puncionamento, Pós-Puncionamento e Colapso Progressivo em lajes cogumelo”, de autoria do próprio professor Guilherme S. Melo, encontramos ótimas ilustrações para o detalhamento à punção com estribos inclinados:   Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva, TQS, São Paulo, SP
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