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Edição 10 - Setembro/98

Edição Nº. 10 - Setembro/98

Flechas em Lajes

O cálculo de flechas em lajes no processo simplificado, elástico ( KL9=1 e KL9=2), conforme a documentação do Manual Teórico, considera a carga total da laje (permanente + acidental) no instante da aplicação da carga. Para levar em conta a deformação lenta do concreto, utilize o artifício de reduzir o valor do módulo de elasticidade através do parâmetro VEC do arquivo de critérios de projeto de lajes.

A nova NB1, que está para ser emitida, já considera um módulo de elasticidade menor que o da atual NBR 6118. No jornal TQS News n. 7, fornecemos uma dica com os valores de VEC, em função do fck, para adequação a nova NB1. Para o tratamento da deformação lenta, o VEC tem que ser reduzido ainda mais. Por exemplo: cargas permanentes: 50%, cargas acidentais 50%. Coeficiente majorador da flecha para cargas permanentes: 2. Valor do VEC apenas para efeitos de deformação lenta (aproximado): 18.900 / (2*0.5+1*0.5) = 12.600

Se o valor do E adotado for o da nova NB1 teremos (fck=20 MPa): VEC=13700/1.5 = 9150.

Este é um processo sempre simplificado. Para melhor aferição dos valores de flechas, utilize a discretização do pavimento por grelha, separe os carregamentos em permanentes e acidentais e faça uma combinação de carregamentos aplicando fatores multiplicadores adequados para cada carregamento.

Autor: Eng. Nelson Covas

Notas de Desenho

A deformação dos elementos estruturais está diretamente ligada ao processo construtivo e a outros diversos fatores na produção do concreto armado. Para prevenir contra ocorrências de deformações indesejadas, é prudente documentar nas plantas de desenho dos elementos estruturais algumas observações que reflitam as hipóteses adotadas no projeto. Dentre diversas, podemos citar:

  • Fator água/cimento.
  • Permanência do escoramento.
  • Consumo mínimo de cimento / m³.
  • Tipo de cura do concreto.

Autor: Eng. Nelson Covas

Conversão de Desenhos do ACAD™

Ao converter arquivos para o sistema TQS, fique atento para a semente de desenho a ser utilizada. Este arquivo de semente afeta apenas as cores dos elementos estruturais que são mostrados no vídeo.

Se for desenho de formas: \FORMAS\EXEC\SEED.DWG
Se for desenho genérico: \NGE\EXEC\SEED.DWG

Se for desenho de armação:
Lajes: \LAJES\EXEC\SEEDL.DWG
Fundações: \FUNDAC\EXEC\SEEDL.DWG
AGC&DP: \DP\EXEC\SEEDL.DWG
Vigas: \VIGAS\EXEC\SEED.DWG
Pilares: \PILAR\EXEC\SEEDP.DWG

A conversão de desenhos também permite a transferência dos "layers" do ACAD para os níveis no padrão TQS. Para isto, veja a documentação contida na página 127 do manual do NGE.

Autoria: Eng. Marcelo S. Vianna

Interface CAD/Formas-CAD/Pilar

Para gerar o arquivo de dados do CAD/Pilar (Interface Formas/Pilar), a partir da versão 7.0 do CAD/Formas, não é mais necessário executar o comando ‘Processar’ - ‘Processamento de arquivo LDF’, bastando somente o processamento do comando ‘Processar’ - ‘Resumo geral de cargas e interf. CAD/Pilar’. As mensagens emitidas estão mais claras e listadas em ‘Visualizar’ - ‘Resumo geral de Cargas’

Autor: Eng. Armando S. Melchior

Ponto De Simetria

Antes de iniciar o lançamentos dos elementos estruturais que irão compor a Entrada Gráfica de Formas, escolha um ponto de simetria no desenho de arquitetura que servirá de base para lançar toda a estrutura e mova todo o desenho, utilizando o ponto escolhido como ponto base, para a coordenada [0,0] absoluta do editor gráfico.

Desta forma você terá melhores condições de controlar as excentricidades indesejadas entre um piso e outro, o programa de extração gráfica irá trabalhar com valores de coordenadas “baixas”, eliminando a possibilidade de ocorrer êrros de precisão e você encontrará maiores facilidades para executar o comando [espelhar] , já que o primeiro ponto da linha de espelho será facilmente localizado na coordenada [0,0]. Não se esqueça de repetir esta mesma operação para todos os pavimentos e faça com que o ponto base de cada pavimento esteja nas mesmas coordenadas [x,y].

Autor: Eng. Armando S. Melchior

Carga de Parede Sobre Laje

Cargas lineares em lajes são definidas pelo valor da carga e por dois pontos que definem o inicio e o fim da linha de aplicação da carga. Um êrro que ocorre com certa frequência é a definição do ponto inicial de aplicação da carga distribuída linear em uma determinada laje e do ponto final da carga em outra laje. Para corrigir tal problema, separe a carga em dois trechos, um para cada laje.