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Edição Nº. 28 - Janeiro/09 Nesta seção, são publicadas mensagens que se destacaram nos grupos Comunidade TQS eCalculistas-Ba ao longo dos últimos meses. Para efetuar sua inscrição e fazer parte dos grupos, basta acessar http://br.groups.yahoo.com/, criar um ID no Yahoo, utilizar o mecanismo de busca com as palavras “Calculistas-ba” e “ComunidadeTQS” solicitando sua inscrição nos mesmos. Volume de concreto Caros colegas, Por acaso o TQS tem alguma ferramenta que me dê, em m³, o valor do volume de concreto para cada pavimentode vigas e pilares? Atenciosamente, Eng. Maria Isabel Magagnin de Aguiar, Diadema, SP Prezada eng. Maria Isabel e colegas desta comunidade, O CAD/TQS dispõe de uma ferramenta muito interessante que é o “Resumo estrutural”, na qual, além dos parâmetros quantitativos, são apresentadas importantes informações sobre o projeto. Para acionar o “Resumo estrutural”, é necessário antes executar os processamentos do projeto. Concluídos os processamentos de dimensionamento e detalhamento, acione o ícone, conforme a ilustração a seguir:  Atenciosamente, Eng. Armando Melchior - Suporte técnico TQS,Presidente Venceslau, SP O computador e os calculistas Caros colegas, Certa vez, em um dos ótimos encontros dos congressos do IBRACON, o Prof. Vasconcelos disse-me: “Os calculistas são uns ingênuos, pois todas as vantagens que os computadores trouxeram, eles repassaram para os clientes”. Estou agora preparando uma proposta para o projeto de recuperação estrutural de um edifício à beira-mar, aqui em São Luís, que está sofrendo da “síndrome das antigas normas” e encontra-se com uma porção de oxidação das armaduras e desagregação do concreto. Foi uma grande surpresa minha, pois isso não é comum, quando o síndico me disse que tinha o projeto estrutural e foi buscar. Este não está completo, e ainda tem muita coisa a ser feita. O projeto data de 1977 e, logo no carimbo da primeira prancha que olho, encontro a frase escrita em letras grandes: “CÁLCULO EFETUADO EM COMPUTADORELETRÔNICO” Ora, meus caros, é evidente que o colega que efetuou o tal serviço achava que, com essa frase, estava agregando algum valor ao projeto. Ocorre exatamente o contrário: Estava, sim, desvalorizando o trabalho dele e preparando o terreno para o que acontece hoje, quando vários clientes dizem: “... isso é muito fácil, o computador é que faz tudo...” “Para variar”, o meu caro mestre Vasconcelos tem razão... Abraços, Eng. Antonio Palmeira, São Luís, MA Caro Palmeira, Novamente tomo a liberdade de tecer alguns comentários, em caráter particular, sobre o tema deste seue-mail. Chamou-me a atenção a data do projeto pois nesta época, aqui em São Paulo, só se tinha acesso a computadores através de uma empresa de informática que se chamava Control Data, a qual dispunha de terminais remotos (um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro), do mainframe que ficava nos Estados Unidos. Ela disponibilizava o uso de softwares (Stress, Strudl, Noline, Nastran etc.) bem como o pessoal de suporte técnico. Os processamentos eram caríssimos, tanto que a Themag Engenharia, empresa em que trabalhava na época, nos pagava para irmos fazer os processamentos nos horários da madrugada, que tinham preços mais acessíveis. Lembro-me bem desta época, pois tínhamos de verificar o mais criteriosamente possível os arquivos de dados para evitarmos erros de processamento, pois cada minuto de processamento perdido era uma nota preta. Posteriormente a análise dos resultados também nos tomava um bom tempo, pois ainda não tínhamos confiança em tudo o que era emitido. Alguns anos depois, início dos anos 80, a Themag monta seu próprio departamento de informática, e traz vários profissionais especialistas no assunto para dar suporte aos engenheiros. Entre esses profissionais, vários deles hoje atuam em desenvolvimento e suporte de softwares, e dois deles estão ligados a nossa área de atuação, Nelson Covas e Abram Belk. Naquela época, tive o prazer de começar a utilizar um programa que calculava e, posteriormente em outras versões, detalhava vigas contínuas. Era o embrião do que hoje é o TQS, esta ferramenta que nos possibilita fazer centenas de análises estruturais, no computador pessoal, sem nos preocuparmos com os custos de processamento de outras épocas. Resumindo, se o projeto da época a que você se refere foi executado em computador eletrônico, mesmo que seja somente o calculo estático, o camarada deve ter cobrado bem caro pois, naquela época, ter um computador não era para simples mortais. Abraços, Eng. José Luiz V. Varela, São Paulo, SP Caro Varela, Na realidade, naquela época não usávamos o que hoje se chama de “computador eletrônico” e citei o ano já esperandoque alguém, da nossa época, dissesse isso. Acontece que era comum serem usadas as máquinas programáveis e chamá-las de “computador eletrônico”. O Prof. Aderson tinha uma série de programas para as HP da vida – dizia-se que eram “programas de computador” e nem imaginávamos o que hoje se faz com um micro. Note que ele escreveu “Cálculo efetuado...”. Não fosse o sério problema ético, eu mandaria uma imagem com esse carimbo ridículo. Abraços, Eng. Antonio Palmeira, São Luís, MA Saiba mais: http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/25551 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/25554 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/25556 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/25558 Emenda ou prolongamento de chumbadores Caros colegas, Sou novo no grupo e por isso saúdo a todos. Alguém, por favor, sabe falar algo a respeito desse tema: emenda ou prolongamento de chumbadores? Realizamos algumas bases para montagem de torres e o nível das mesmas será alterado, portanto, os chumbadores ficarão curtos. Alguém sabe indicar alguma técnica ou produto para eu aproveitar a base sem demolir a mesma, para promover o “aumento” do comprimento do chumbador? Desde já agradeço! Eng. Cantimiro Melo Martins, Jataí, GO Prezado Cantimiro, Já passei por situação parecida para montagem de pilares pré-moldados em blocos existentes sem o cálice. Foram executados furos de 70 cm de profundidade com a utilização de perfuratriz diamantada. Depois, com a utilização de chumbador químico, inserimos barras rosqueáveis (A325) de 1 metro, ou seja, ficamos com 30 cm de chumbador sobre o bloco para a fixação do pilar. Para fazer desta forma, acho que você terá de modificara locação dos furos da base das torres. O único problema é que, como nossa resina (chumbador químico) não poderia ter contato com umidade, tivemos de aguardar a secagem do furo. Esta água é proveniente do furo com a perfuratriz, já que o furo é feito a úmido. Sugiro que você analise bem o projeto estrutural do bloco existente, para que não haja corte das ferragens com a perfuratriz na execução dos furos. Espero ter ajudado. Abraço a todos. Eng. Emílio Salem - T&A Pré-Fabricados, Salvador, BA Prezado eng. Cantimiro, Outra solução possível, porém mais sofisticada do que a proposta pelo nosso amigo Emílio, seria a utilização de luvas prensadas para dar continuidade aos chumbadoresexistentes. Talvez, demolir parcialmente a base e fazer novas ancoragens ainda seja uma solução a não ser descartada. Abraços. Eng. Paulo Assis, Salvador, BA Prezados colegas, Em obra industrial, este caso não é raro. O chumbador pode quebrar por algum impacto de equipamentos de construção (guindaste, retroescavadeira). Às vezes não quebra, porém danifica a rosca e é necessário cortar e substituir o trecho rosqueado. A solução é trivial e boa – corta abaixo da rosca e solda um pedaço novo com o comprimento necessário. Cuidados: - mesmo material do chumbador;
- preparar as extremidades com biselamento, para solda de topo.
- a solda deve ser feita com procedimento analisado e aprovado, com uso do eletrodo adequado ao tipo de solda a ser usado.
- o soldador deverá ser qualificado; não pode ser serralheiro.
Procure apoio de solda nas empresas de tubulações que têm pessoal qualificado, e qualificam rapidamente o procedimento. Se o material do chumbador for ASTM A-36 / SAE 1020, a solda não oferece dificuldades executivas. O material da solda tem resistência superior ao aço da barra. Abraços, Eng. Moacir Muniz da Silva - Engeservice, Rio de Janeiro, RJ Limites para deslocamentos Caros colegas, Estou analisando a Tabela 13.2 da NBR 6118 e não ficou bem claro se os deslocamentos limites de elementos estruturais se refere ao nível inicial do pavimento ou à distância entre apoios das vigas e lajes. Na minha opinião, estes deslocamentos se referem aos pontos de apoio... Porém, no TQS, quando visualizamos os deslocamentos, tanto no Grelha como no Grelha Não-linear só obtemos os deslocamentos das lajes em relação ao nível do pavimento, tornando a verificação confusa. Outro item da norma que chamou atenção, foi o limite de rotação para elementos que servem de apoios para paredes, que é tão importante quanto a flecha. Gostaria da opinião da comunidade para saber como estão fazendo as verificações de flechas e se existe alguma maneirade verificar as rotações de vigas e lajes no TQS. Desde já obrigado. Eng. Mario G. Ritter, Chapecó, SC Conheça a resposta: http://www.tqs.com.br/downloads/LimitesDeslocamentos.pdf Estribos Caros colegas, Estou dimensionando um prédio de 6 pavimentos. Após todos os ajustes do modelo, consegui processar o modelo sem erros, mas o problema é que alguns estribos de vigas ficaram com diâmetro de 8 mm. Alguém sabe onde consigo configurar a bitola dos estribos no TQS, para que haja estribos de no máximo 6 mm? Normalmente, qual a bitola máxima usada por vocês em estribos? Tem alguma referência na norma a esse respeito? Sem mais, Eng. Jeferson Piccoli da Costa, Vilhena, RO Prezado Jeferson, No gerenciador do TQS, acione o CAD VIGAS, acesse menu de topo editar - critérios de projeto - aba aço - bitolas de cisalhamento - pode limitar as bitolas dos estribosa 5.0 mm e 6.3 mm. Acho que isso resolve, porém sugiro que verifique as condições da peça checando o motivo pelo qual o sistema selecionou bitola tão elevada para os estribos. Se você tem realmente esforços cortantes relevantes ou torção de equilíbrio na peça. Eu, particularmente, não gosto de especificar estribos com bitola de 8 mm; quando tenho torção de equilíbrio uso o 6.3 de 4 ramos quando o de 2 ramos não resolve, e se for só esforço cortante alto mesmo, eu altero a forma ou aumento as dimensões da peça para que se tenha estribos de 5.0 mm (ideal) ou no máximo 6.3 mm nas vigas de edificações corriqueiras. Espero ter colaborado com seu projeto, Eng. Jorge Cavalcanti, Natal, RN Caros Jeferson e Jorge, Jorge, para o problema da torção de equilíbrio, sempre tenho cuidado especial com os estribos de 4 ramos. Devemos sempre lembrar da seção vazada equivalente, da treliça espacial de Morsch e onde as armaduras devidoa torção são realmente necessárias. Jeferson, aconselho que, antes de calcular qualquer coisa e utilizar os programas disponíveis no mercado, você leia a norma inteira. As considerações sobre armaduras transversais para vigas estão no item 18.3.3 e 18.3.4. Saudações, Eng. Cereno Muniz, Salvador, BA Prezados, Limitar a bitola da armadura transversal em 6 mm pode dar resultado em vigas pequenas e menos carregadas.Nas vigas usuais, não. Não vejo por que efetuar essa limitação pois, se a viga necessita de armadura mais forte, somente aumentando a seção (para um mesmo concreto) se resolve com bitolas menores. Uso bastante estribos de 8 mm e até de 10 mm. Se as opções para detalhamento das armaduras forem poucas (somente bitolas finas), muitas vigas não poderão ser detalhadas automaticamente e dará muito trabalho para corrigir. Bem lembrado que o estribo que resiste à torção tem de estar na periferia da seção. Os ramos internos, no caso de 3, 4, 6 ramos, não combatem a tração devido à torção (analogia da membrana ou das seções de paredes finas). Todo cuidado ao usar estribos de mais de dois ramos quando existir torção. Abraços, Eng. Luis Carlos Gulias Cabral, Blumenau, SC Hachura no TQS Prezado Aurélio, Como posso acrescentar novas hachuras no TQS? Obrigado, Eng. Carlos Augusto Gondim, Fortaleza, CE Caro Carlos Augusto e caros amigos da Comunidade TQS Bem, antes de responder, vamos revisar os recursos disponíveis no CAD/TQS relacionados a hachuras: 1. No Editor de Aplicações Gráficas - EAGW: No menu DESENHAR, temos os comandos HACHURAR e REGIÃO PREENCHIDA. Com o comando HACHURAR, temos 2 opções:  Por LINHAS ESPAÇADAS, onde definimos um ângulo e espaçamento (na escala do papel) ou COMPLEXA, onde temos vários formatos de preenchimento simulando a apresentação de diversos materiais. Se for neste tipo de hachura que você estava desejando criar adicionais, a resposta é que infelizmente não podemos, pois são hachurasformadas com rotinas de programação. Voltando aos comandos, podemos definir o contorno das hachuras por pontos ou por elementos de contorno, que podem ser poligonais ou textos, conforme podemos observar no desenho abaixo:  Para gerar a hachura complexa acima, selecionei o retângulo externo e retângulo interno e o texto (comando texto), que serviram como regiões de extração dahachura. Com o comando REGIÃO PREENCHIDA, podemos criar uma hachura sombreada em uma poligonal definida por pontos, como no desenho de formas a seguir:  O sombreado segue os parâmetros de plotagem do nível atual utilizado na geração do comando. A região preenchida só aparece na plotagem se definirmos hachuras de plotagem para os níveis da poligonal de contornoutilizado. 2. Nas plotagens Todos os tipos de desenho (formas, armação, molduras, plotagem em desenho) têm uma tabela de plotagem que governa para cada nível as penas, estilo, fontes e hachuras. Reparem que escolhi a pena 15 (marrom) e a hachura tipo 12 (15% de sombreado) para o nível 50, utilizado na região preenchida do desenho de formas já apresentado.   Abaixo, podemos ver a visualização prévia da plotagemdo mesmo desenho.  Para concluir, podemos então combinar e associar os recursos disponíveis na busca de uma boa apresentaçãopara os nossos projetos. Um abraço a todos, Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva - Suporte técnico TQS, São Paulo, SP Cortes em vigas Prezados colegas, Gostaria de saber se há como fazer novos cortes em vigas para detalhamento das mesmas, além dos fornecidos no TQS. Para explicar melhor, o TQS, após o processamento, fornece o corte. Gostaria de saber se, pelo TQS, tenho como inserir novos cortes para que outros setores (vãos) da viga sejam também detalhados. Espero ter sido clara na explanação. Atenciosamente, Eng. Adriana Frossard, Belo Horizonte, MG Prezada engenheira Adriana, Atualmente, na versão 13, a geração dos cortes das vigas é realizada durante o processamento das mesmas, conforme você já havia muito bem colocado. Lembro apenas que existem alguns critérios de desenho que governamessa geração.  Informo que, na versão 14, foram criados novos comandos dentro do editor rápido de armaduras do CAD/Vigas que permitirão a edição completa dos cortes de seção transversal. Dessa forma, será possível apagar ou editar os cortes gerados durante o processamento, criar novos cortes em qualquer posição daviga, alterar títulos, etc.  Atenciosamente, Eng. Alio E. Kimura - Suporte técnico TQS, São Paulo, SP Detalhamento de pilares Bom dia a todos, Gostaria de saber como faço para que o TQS detalhe um pilar direto, ou seja, sem que sua armadura seja “quebrada” em um piso intermediário. O pilar em questão tem travamento intermediário em apenas uma direção em um piso, e no piso seguinte, nas duas direções, conforme esquema abaixo:  Atenciosamente, Eng. Mauer Egas, Curitiba, PR Bom dia, engenheiro Mauer e colegas desta comunidade, Atualmente o CAD/Pilar dimensiona e detalha os pilares conforme a geometria gravada automaticamente. Essa geometria é “lida” dos dados definidos no Modelador estrutural, (dimensões, vigas ou lajes associadas ao topo dos pilares), e o pé-direito definido nos dados do Edifício. Desta maneira, vejamos a ilustração de um projeto bastante simples, onde o pilar P2 está com as condições de travamento por vigas, muito parecidas com a ilustração do seu e-mail:  Na seguinte ilustração, temos o detalhamento automáticoe o detalhamento que você deseja:  Para conseguir o detalhamento desejado, é necessário alterar “manualmente” os dados gravados no arquivo de dados dos pilares. Note, na ilustração abaixo, os dadosalterados destacados em vermelho:  Com o processamento localizado do dimensionamento e detalhamento dos pilares, além do novo desenho, temos também uma nova consideração dos lambdas, conseqüentemente, novas considerações de excentricidades de 2ª ordem e novos valores de esforços de solicitação. Assim sendo, cabe a você analisar os resultados na listagem “Montagem de carregamentos”, validandoos novos resultados apresentados:  Atenciosamente, Eng. Armando Melchior - Suporte técnico TQS, Presidente Venceslau, SP Vibração excessiva Prezados, Recebi as fotos anexadas, para, num primeiro momento, avaliar a evidente vibração excessiva originada na duvidosa escada metálica (bem esbelta e com os patamares intermediários sem apoios) e que inevitavelmente transmite tais vibrações para a laje adjacente, via patamar de acesso de também ligação duvidosa. Gostaria, se possível, que os colegas opinassem sobre o rumo da intervenções iniciais, como: enrijecer a escada, alterar ligação escada-laje, reforço auxiliar sob laje, etc., tendo em vista principalmente a redução das vibrações na laje.  Obrigado, Eng. Gilberto Filho, São Paulo, SP Caro Gilberto, caros colegas, O primeiro passo é reconhecer qual é a natureza do efeito. Pode ser que a freqüência natural esteja na faixa de 2 a 2,5 Hz, ou mesmo no entorno dos 4 a 5 Hz – o queseria mais razoável de acordo com o porte e o fato da induçãonas lajes que você menciona. Se o nível de vibraçõesfor “muito” maior quando alguém desce pela escada,isso indicaria que é mais provável que seja a faixa defreqüências maiores, já que estaria associado a conteúdosimpulsivos maiores (maiores amplitudes de harmônicossuperiores). Em princípio, essas são especulações,e não é “por aí” a maneira de visar soluções. Deve-se começar com uma modelagem estrutural (incluindo patamares e lajes) e obter as freqüências e modos próprios (efetuar análise modal). Depois há de se aplicar no modelo uma carga que idealize adequadamente os pedestres (1 será suficiente), identificando as freqüências da marcha com as de ressonância ou com submúltiplos de acordo com o resultado da análise modal e associados a coeficientes de Fourier adequados. (0,4 a 0,5 do peso para o primeiro harmônico e 0,1 para os harmônicos 2° e 3°). Achando a resposta de acelerações em pontos de controle para as diferentes cargas, pode-se conferir se a mesma é coerente com o nível de percepção experimentado no local; se assim não for, deve-se calibrar até ter a certeza de que o modelo é consistente. Mudar a rigidez (diminuir a flexibilidade) deve ser a estratégia adequada nestes casos (controle da massa e amortecimento seria relevante se o controle de rigidez não for possível). No modelo pode-se revisar os efeitos de diferentes alternativas de reforço e avaliar a mudança da resposta até atingir o nível moderado desejado da mesma. Abraços, Eng. Sérgio Stolovas, Videira, SC Caro Sérgio, Infelizmente não possuo informações complementares e o fornecimento de projetos estaria condicionado ao aceite formal do trabalho. E, sinceramente, tenho minhasdúvidas em aceitar. Mas afirmo, segundo a constatação do usuário, que a vibração na laje somente se dá quando há tráfego na escada. Meu intuito foi compartilhar a informação de forma superficial para colher possíveis diretrizes que, por ventura, possam colaborar com minha decisão em aceitar ou não o trabalhoe, diga-se de passagem, você fez de maneira brilhante. Agradeço seu retorno e sua contribuição. Abraços, Eng. Gilberto Filho, São Paulo, SP Chumbadores Colegas, O comportamento e o dimensionamento de chumbadores – elementos de aço usados para transferir ao concreto forças de tração, de compressão, de corte ou corte associado com tração ou com compressão – é assunto que está a merecer discussão em nosso grupo, dado o seu crescente emprego, em contraste com a carência de normatização e de informações técnicas no ambiente de projeto. De fato, os chumbadores, atualmente, apresentam freqüente e crescente uso entre nós, em ligações das peças pré-moldadas de concreto, em ligações de peças de aço com as de concreto, em reforços de estruturas e de fundações, em implantação de arranques de pilares, em acréscimos em estruturas já prontas, etc. Para atender a essas necessidades diversas, há uma variada gama de chumbadores e produtos associados à disposição dos projetistas, sem que esses disponham do respaldo de exigências normativas, nem de procedimentos recomendados para o respectivo projeto e especificações executivas. Pretendo, com essas mensagens sob título “Chumbadores”, destacar os aspectos de comportamento, de projeto e de execução dos chumbadores, particularmente aqueles que são instalados em furos no concreto, e submetidos a forças de tração, por serem, a meu ver, os que estão a merecer uma ampla discussão em nosso grupo, na qual possamos conhecer depoimentos sobre práticas de projeto usadas, experiências e opiniões técnicas, ao tempo em que difundimos informações que podem ser úteis aos nossos colegas iniciantes. Continuarei na próxima. Eng. Antonio Carlos Reis Laranjeiras, Salvador, BA Para visualizar todas as mensagens sobre Chumbadores, acesse: http://www.tqs.com.br/downloads/chumbadores.pdf Remoção de marquise Prezados colegas, Fui consultado sobre a retirada de uma marquise em um prédio aqui em minha cidade. Como se tratava de uma consulta extra-oficial, enviei um parecer simples, conforme destaco a seguir: “O prédio em questão possui uma marquise de grandes dimensões, com continuidade de lajes no interior do prédio, em toda sua fachada frontal. Preocupa-me que se tenha utilizado, para o cálculo, o artifício de se considerar essa continuidade dos momentos fletores, ‘erguendo- se’, assim, o momento positivo da laje interna, em função do grande momento negativo no balanço. Isso faria com que a armadura positiva da laje interna ficasse aliviada, pois o balanço funcionaria como uma ‘alavanca’ perpétua. Haveria economia de aço na malha positiva das lajes internas. Agora imaginemos que simplesmente cortássemos fora a marquise, sem maiores investigações. Se a situação estrutural fosse a descrita acima, as lajes internas sofreriam grandes deformações, devido à ausência da alavanca. Se eu tivesse calculado essa estrutura, faria esse alívio nos esforços positivos internos, criando continuidade entre as lajes. Por isso recomendo fortemente que se verifique a armadura positiva interna e se calcule sua suficiência.” O cliente levou esse parecer a alguns amigos, que se disseram especialistas na área, e estranharam minhas colocações. Para eles, não tem que se investigar nada, apenas se munir de bastante cuidado com a remoção em si, de tal forma a não permitir um desmoronamento. Gostaria de ouvir as opiniões de vocês, por quem nutro profunda admiração e respeito. Abraços Eng. Leonésio Alves, São Lourenço, MG Prezados, Esses “especialistas” de hoje em dia estão acabandocom a credibilidade de nossa profissão! Muito provavelmente nada acontecerá se retirarem a marquise sem grandes investigações e cuidados, deixando- o “desacreditado”, embora seu parecer esteja tecnicamente correto!!! Lembre-se de que calculamos com gama f e gama c de 1,4 e que as sobrecargas de utilização recomendadas na norma, por motivos corretos, estão acima da ocupação “real” das lajes, escorando algumas barbaridades como essa. Atenciosamente, Eng. Jairo Fruchtengarten, São Paulo, SP Caro Leonésio, Lidar com marquises é, sem dúvida, assustador. Em muitas bibliografias, já li e reli exatamente o que você tentou passar. As marquises calculadas com consideração da distribuição de esforços (momentos) com as lajes internas já partem de um equívoco, pois, a meu ver, devem ser calculadas possuindo apenas um vínculo (engaste) na viga de apoio. E, se a arquitetura “deixar”, com vínculos laterais nos prolongamentos das vigas internas na direção ortogonal na maior dimensãoda marquise. Claro que, se você possuir a certeza de que aquela laje será eterna (que ninguém inventará de retirá-la), aí sim, a consideração pode ser feita, passando de uma estrutura isostática (ruptura bruta) para uma estrutura hiperestática, onde os estágios pré-ruptura são mais visíveis. Você teve acesso ao memorial de cálculo ou ao projeto estrutural? Com certeza, você está correto com a sua preocupação, pois acredito que, nessa situação, o poder de redistribuição dos esforços na estrutura ocasionaria realmente deformações excessivas, ultrapassando o ELS. Mande mais informações. Quando eu chegar em casa, te passo alguns links interessantes sobre marquises (acidentes e modelos de cálculo). Abraços, Eng. Roberto Aguilera, Teresina, PI Caro Leonésio, O seu parecer é tecnicamente correto e pertinente, aliás,como já disse o colega Jairo. A questão que deve ser verificada, uma vez que há continuidade com as lajes internas da edificação, é o fato de que (além do positivo da(s) laje(s) imediatamente contígua( s)) as vigas influenciadas por esta “operação” TAMBÉM deverão ser verificadas quanto a armadura, tendo em vista o alívio de carga em algumas e o acréscimo de carga em outras. Por exemplo: diminuição de momento positivo em viga contínua aumenta momento negativo nos apoios adjacentes e etc., etc. etc. Já vi acidente grave com esse tipo de demolição e, por esta razão, recomendo que seus colegas voltem para a escola ou, então, que fiquem debaixo da estrutura quando dos serviços de demolição da marquise. É o melhor remédio para estas coisas. Lembre-se de que a marquise tem grandes dimensões (sic) e por isso é meu entendimento que você está dizendo que tem grande vão em balanço. O peso próprio da marquise é preponderante nesta análise do que se deve fazer. SÓ NÃO PODE DEMOLIR NA GALEGA. AH! ISTO NÃO PODE, OU PELO MENOS NÃO DEVERIA. SÓ SE FICAR SOB A MESMA DURANTE A DEMOLIÇÃO. Abraços, Eng. Godart Sepeda, Rio de Janeiro, RJ Bom dia senhores, Leonésio, o parecer inicia com o termo laje em “marquise”(balanço) de “grandes dimensões”. Eu teria cuidado. Jairo, concordo plenamente “esses especialistas”. Temo que nossa engenharia esteja desacreditada em função dessas e de outras. Eng. Jakob Henrique Husch, Porto Alegre, RS Leonésio, A sua preocupação, externada em seu parecer, é bastante lógica. Se o projetista da estrutura considerou o alívio dos momentos positivos nas lajes vizinhas à marquise,pela presença dos momentos negativos desta, a remoção da marquise, com certeza, vai aumentar os momentos positivos(e as flechas) das lajes vizinhas. A remoção pura esimples da marquise, sem maiores investigações das lajesvizinhas, pode trazer problemas. Continue com sua posição.Faça alguns desenhos ilustrativos do conjunto (diagramade momentos e esquema de flechas) da situaçãoatual e da futura, sem a marquise, para mostrar para os“especialistas”, que se forem engenheiros, fugiram dasaulas de mecânica das estruturas e de concreto armado. Eng. Valdir Zerbinati, Londrina, PR Caros colegas, Fico extremamente satisfeito com as respostas obtidas. Convém acrescentar que o prédio é dos anos 50, e não existe NENHUM projeto, muito menos memória de cálculo. Vale citar também que a marquise tem 3 metros em balanço e 15 metros de comprimento. Sua espessura é de cerca de 30 cm, e visualmente nota-se que ela exerce grande esforço sobre a estrutura interna. Sem dúvida que manterei meu parecer inicial. Ainda mais agora, como respaldo de todos vocês... Abraços, Eng. Leonésio Alves, São Lourenço, MG Saiba mais: http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/26658 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/26664 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/26665 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/26666 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/26667 http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/26676 Lajes sem junta Prezados colegas Estou projetando um edifício com 12 lâminas de 82 x 20 m² (78 x 20 m² entre pilares extremos). A laje é contínua e única, qualquer junta de dilatação complicaria demais o travamento horizontal do edifício. Como estou ultrapassando a minha experiência, no sentido de sedimentar meu pensamento, peço ajuda no sentido de indicação de bibliografia e experiências anteriores que validem esta opção estrutural, assim como cuidados com a estrutura e alvenarias, e outros comentários que julguem importantes para evitar quaisquer “patologias”. Agradecimentos antecipados, Eng. Edward Uchôa, Maceió, AL Prezado Edward Uchôa, Vamos raciocinar um pouco sobre o caso de grandes lajes sem juntas. Se este pavimento fosse solto no espaço, poderia livremente expandir e contrair ao sabor das variações térmicas, sem que surgissem esforços e conseqüentementepossíveis danos na estrutura. Contudo, a estrutura real não é livre. Ela se encontra ligada aos pilares e fundações. Assim, ao aquecer ou esfriar, ela empurra ou puxa esses vínculos, fazendo surgir esforços diversos que podem vir a provocar danos estruturais (fissuras) nas vigas, lajes e pilares. A maneira de proceder seria aplicar uma variação térmica nesses elementos, fazendo com que todos esse esforços fossem levados em conta e a estrutura adequadamente armada, evitando o surgimento de danos estruturais. Isso pode ser facilmente feito no TQS. Dessa maneira, pode-se afirmar que o pavimento poderia ter as dimensões desejadas sem a abertura de juntas. CONTUDO, o fato de a estrutura não apresentar problemas não significa que as alvenarias e revestimentos não os terão. Independente da armação utilizada, a estrutura continuará a expandir e contrair. Mesmo que as lajes e vigas fossem feitas de aço maciço, ela continuaria a se movimentar termicamente. Podemos com maior facilidade visualizar os problemas se pensarmos na laje de cobertura. Ela sempre irá aquecer mais que a penúltima laje. Assim, SEMPRE crescerá mais do que a penúltima laje. E aí não há como evitar fissuras no encontro viga/alvenaria e cantos de janela, principalmente nas alvenarias mais afastadas do centro. Concluindo, acho que não adianta protensão, não adianta armação. Para as alvenarias e revestimentos só o que adianta são as juntas de dilatação. Force um pouco e procure colocar as juntas. Baseado na experiência, acho que uma única junta central seria suficiente. Um abraço, Eng. Márcio Medeiros, Natal, RN Caro colega Edward Uchôa, Estou vendo a planta do piso tipo do edifício de 12 andares (isso?) que você está projetando (80 m x 20 m). Levantou a questão de locação/necessidade de juntas de dilatação. Concordo que tais juntas podem indevidamente complicar o cálculo e dificultar a arquitetura. Como pediu, estou anexando para sua referência, Report #65 (USA), já por mim circulado aqui no grupo, que espero seja útil para você analisar o seu caso. Na minha experiência, eu não colocaria junta de dilatação na direção transversal do edifício porque não julgo necessário. Isso iria atrapalhar o funcionamento do piso como diafragma, o qual é preciso para distribuir esforços horizontais de travamento entre os elementos verticais da estrutura que foram calculados para esse fim. Na direção longitudinal, o edifício está bem estruturado devido às varias colunas e vigas longitudinais, que formam longos pórticos. Na direção transversal, se me permite comentar, vejo as colunas alongadas na direção transversal, mas também gostaria de ver vigas transversais entre elas, formando pórticos de travamento. Aqui em Chicago, parece ser mais eficiente, nesses casos, empregar Paredes-Diafragma (PD) na direção transversal do edifício. Assim, o piso funciona como viga horizontal levando às paredes esforços horizontais, que chegarão às fundações. As extremidades do edifício e ao redor da área central (elevadores, escadas, etc.), são bons lugares para essas paredes. Para acessar o Report #65, clique aqui: http://www.tqs.com.br/downloads/Report65.pdf Abraços, Eng. Eduardo Salce, Northbrook, Illinois, USA Curso de Dinâmica e Sismos ministrado em Fortaleza, CE Prezados colegas, bom dia! Embora um pouco tardiamente, vou tecer alguns comentários a respeito do CURSO DE DINÂMICA aqui ministrado pelo Engenheiros SÉRGIO STOLOVAS e LUIZ AURÉLIO, no último dia 08.11.2008. Considero que o Curso foi EXCEPCIONAL! O AURÉLIO, já nosso velho conhecido, não nos surpreendeu, mostrou a competência de sempre e seus profundos conhecimentos dos Sistemas da TQS, que lhe permitem fazer uso de artifícios que, algumas vezes, fogem ao usuário padrão! Quanto ao colega SÉRGIO STOLOVAS, embora já soubéssemos de suas qualidades, impressionou-nos bastante pelo profundo conhecimento do tema DINÂMICA, extremo profissionalismo, didática e, sobretudo, pelo excelente material mostrado nas apresentações e na verdadeira Apostila sobre o Tema ANÁLISE DINÂMICA, distribuída a todos os participantes do Curso. Em especial, destacamos seu especial desempenho no 3º dia, reservado ao tema SISMOS, e que, normalmente, não faz parte do programa do curso. Neste, graças à interferência de alguns colegas da nossa ACEE e à pronta colaboração e interveniência do Eng. Nelson Covas, da TQS, junto ao colega Sérgio, conseguimos realizar o importante evento para nós, que, agora somos obrigados a projetar estruturas sismo-resistentes para nossos edifícios. Mesmo ocorrendo num sábado, houve um expressivo comparecimento de interessados, não apenas do nosso estado, mas também do Maranhão e até do Rio de Janeiro. Neste sábado, a presença foi franqueada a todos os associados da ACEE. Contamos também com a presença de convidados especiais, membros do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Sabemos que, mesmo quando se domina um tema, montar uma apresentação profissional e competente demanda tempo, aliás muito tempo, quando se deseja fazer direito! E ficou claro que colega SÉRGIO STOLOVAS esmerou- se e preparou-se, de fato, para a palestra. Fez uma abordagem magistral do tema e ainda nos presenteou com um rico material para futuras consultas, que preparou especificamente para a ocasião. Na história da Engenharia Estrutural do Ceará, tivemos, nos últimos 30 anos, muitos e marcantes cursos e palestras ministrados por grandes mestres, professores e profissionais do mais alto gabarito como: Aderson Moreira da Rocha, Jayme Mason, José Luis Cardozo, Lauro Modesto dos Santos, Mario Franco, Areias Neto, Péricles Fusco, Márcio Ramalho, Ricardo França, Claudinei Pinheiro Machado, dentre outros, sem contar, naturalmente, os diversos Cursos TQS que, invariavelmente, sempre contribuíram de forma muito positiva para o aperfeiçoamento profissional de todos nós, estruturistas do Ceará, não se limitando pura e simplesmente a treinamentos e demonstrações! Particularmente, sem com isso desmerecer todos os demais, considero que dois desses eventos foram excepcionalmente marcantes e decisivos nos rumos que nós, profissionais de estrutura do Ceará, tomamos: o do Prof. MARIO FRANCO, em 1985, sobre AÇÃO DO VENTO NOS EDIFÍCIOS ALTOS, justamente quando o gabarito de nossos prédios passou a ser de 72 m de altura e o do Prof. RICARDO FRANÇA, em 1979, sobre DETALHAMENTO DE ESTRUTURAS, pouco tempo após a entrada em vigor da NBR-6118:1978. No momento atual, vivenciamos uma situação parecida com as duas anteriores, quando, de repente, fomos “aquinhoados” e colocados na pequena área de nosso imenso território em que se tornou obrigatório projetar edifícios sismo-resistentes! Considero que o Curso de SISMOS, do Eng. SÉRGIO STOLOVAS como sendo o terceiro grande marco na história da nossa Engenharia de Estruturas! Ele foi feliz sob todos os aspectos. Entretanto, foi excepcionalmente feliz no final do curso, quando, falando como engenheiro, disse que a Norma, gostássemos ou não dela, concordássemos ou discordássemos da mesma, não tinha jeito, era norma, estava aprovada, portanto, com poder de lei, e que deveria ser adotada e cumprida sem questionamentos. Porém, falando como cidadão, nos convidou a todos a uma reflexão mais profunda sobre o assunto e nos disse que este tema deveria ser discutido de forma mais abrangente, envolvendo as autoridades e a sociedade em geral para conscientizar a todos de que pouco ou quase nada adiantará projetarmos edifícios para resistir a Sismos de agora por diante, quando, sabidamente TERREMOTOS NÃO MATAM ... QUEM MATA SÃO SUAS CONSEQÜÊNCIAS e, na possibilidade real da ocorrência de um Sismo de grande magnitude, que gere uma catástrofe, será que os velhos edifícios que abrigam as sedes de instituições essenciais nestas circunstâncias, como a DEFESA CIVIL, CORPO DE BOMBEIROS e HOSPITAIS ficariam de pé? É bem pouco provável! Portanto, neste momento, os primeiros passos deveriam ser exatamente reformar e adaptar estes edifícios para torná-los aptos a suportar e resistir ao evento, permitindo que os serviços essenciais nestas situações possam ser prestados! Portanto, a TQS está de parabéns e, quando promove esse tipo de curso, está dando uma enorme contribuição ao nosso meio técnico, tão carente nesta área! Ao Aurélio e, especialmente ao Sérgio, o nosso reconhecimento e o nosso muito obrigado! Saudações, Eng. Dácio Carvalho, Fortaleza, CE Coeficiente de distribuição - Alvenaria estrutural Senhoras e senhores, Alguém poderia me indicar uma literatura técnica que contenha valores para o coeficiente de ajuste de distribuição, coefG, usado nas tensões verticais para dimensionamento e nas cargas acumuladas resultantes em projetos de alvenaria estrutural? Eng. André Minozzo, Santiago, RS Caro eng. André e colegas desta comunidade, O coefG (adotado pela TQS) é realmente EQUIVALENTE à tal “taxa de interação” t, do livro “Projeto de Edifício de Alvenaria Estrutural” dos Engenheiros Márcio Ramalho e Márcio Corrêa. A única diferença é: CoefG = (1 - t). Para o seu questionamento, sobre como utilizar o CoefG (ou o t), não encontrei (e talvez não exista) nenhuma LITERATURA ou regra fixa. Posso apenas tentar dizer a lógica de utilização: - Emprega-se este coeficiente para se tentar melhorar ainda mais a redistribuição das cargas verticais entre os trechos de paredes estruturais com interação entre si, reduzindo-se “ponderadamente” o(s) pico(s) de tensões/ cargas, dentro de um grupo de trechos (uma subestrutura), uma vez que se dimensiona a subestrutura (o grupo) e não cada trecho, separadamente. Pela lógica, para um edifício de N pavimentos, por exemplo: - Estaríamos certamente contra a segurança se, para o pavimento do Topo, dimensionássemos cada subestrutura pela média das tensões de cada uma. Média das tensões é equivalente a adotar CoefG = 0 (zero) ou t = 1. Contra a segurança porque, no Topo, certamente não se pode garantir uma perfeita redistribuição de cargas, entre trechos, a ponto de na base deste pavimento terse atingido uma perfeita homogeneização, com uma tensão constante em toda a subestrutura/grupo estrutural. - Contrariamente, estaríamos muito a favor da segurança se, para todos os pavimentos, até a Base do edifício, dimensionássemos cada subestrutura pelo trecho mais crítico da mesma. Certamente se notaria aí um desperdício econômico pelo emprego de material bem mais resistente que o necessário. Dimensionar pelo trecho mais crítico é equivalente a CoefG = 1 ou t =0. A mesma lógica (e também a análise de alguns ensaios e/ou simulações, e também a própria norma) intui e/ou constata que, à medida que se desce piso a piso, neste edifício, as tensões realmente acabam sofrendo certas redistribuições, tanto observando-se cada grupo estrutural separadamente, quanto nas interações entre esses grupos estruturais, que se separam por aberturas como portas e janelas. Portanto, para não reduzir demasiadamente a segurança, nas reduções dos picos de tensão, pode-se “jogar” com este CoefG (ou a taxa de interação t) de forma que: - Quanto mais próximo do Topo do edifício, para dimensionamento, a carga/tensão seja próxima da mais crítica, entre os trechos. - Quanto mais próximo da Base do edifício, a carga/tensão para dimensionamento seja mais próxima damédia das cargas dos trechos. Seja o exemplo abaixo, meramente ilustrativo:  Por que no piso “06 Tipo” o coefG adotado foi de 0.7?Não poderia ter sido 0.9 ou então 0.5? Como disse, não existe ou desconheço alguma regra ou literatura que lhe responda esta pergunta. Alguns especialistas podem dizer que, depois de 3 pavimentos, as cargas se redistribuem de tal forma que o resultado passa a ser a média das cargas (CoefG = 0). Outros já preferem, mesmo com resultados de ensaios (onde os subgrupos na verdade tinham medidas bem regulares) mostrando uma maior redistribuição, adotar coeficientes mais conservadores, visto que, para um projeto real, os trechos destes grupos estruturais (subestruturas) podem não ser assim tão regulares. Cabe a cada engenheiro, por enquanto, segundo sua experiência, adotar seus próprios coeficientes de redistribuição de cargas/Tensões. Ainda aproveitando o assunto CoefG, observe que, na tela acima, você possui duas opções onde o CoefG entra como alternativa. Por que? Se você deixar apenas a opção de cima (Tensões verticais para dimensionamento) setada para CoefG, quer dizer que: - Apenas para dimensionamento, a cada pavimento, para cada subestrutura, é que serão considerados os CoefG´s, sendo que a descida das cargas verticais continuarão da mesma forma: no trecho onde a carga é mínima, descerá como mínima e no trecho onde for crítica, também continuará a ser crítica. Se você setar também a opção de baixo (Cargas acumuladas resultantes) para CoefG, quer dizer que: - Não só o dimensionamento de cada subestrutura, de cada piso, terá a consideração dos CoefG´s, mas TAMBÉM a descida das cargas verticais, de um piso para outro, no trecho onde a carga é mínima, na verdade, haverá uma carga resultante, próxima da média. E no trecho onde a carga for crítica, na verdade, haverá uma carga da seguinte forma: Carga finaltrecho crittico = Média das cargas + CoefG (Carga inicialtrecho crittico - Média das cargas). Nos outros trechos, não haverá apenas a Média das cargas, porque deverá ser somado o resto/diferença do que foi diminuído do trecho crítico. Espero ter ajudado. Atenciosamente, Eng. Lidiane Faccio - Suporte técnico TQS, São Paulo, SP
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