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Eng. Nelson Covas - Edição Nº. 21 - Julho/05  Se tivesse de escolher um tema marcante nesta edição, eu diria: a conscientização da necessidade constante da mudança e da certeza na permanente evolução. Ao lado da evolução do próprio mercado, temos também a evolução tecnológica que, feliz ou infelizmente, traz consigo também a competitividade. É neste ambiente que o engenheiro estrutural tem de se desenvolver. Portanto, segundo estas diretrizes, relato abaixo as matérias que serão apresentadas. A entrevista do eng. Nelson Monteiro, sócio da Monteiro&Linardi, tradicional empresa de projetos estruturais de São Paulo. Ele nos relata toda a evolução do mercado de projetos ao longo de 30 anos, os novos desafios que estão e terão de ser enfrentados, a importância do relacionamento com os clientes e os cuidados na utilização de ferramentas computacionais no projeto estrutural. O que mais destaco nesta entrevista é a mentalidade correta, aberta e evoluída do eng. Nelson, quando ele destaca a necessidade da busca da evolução constante, no acompanhamento do mercado e do profissionalismo tanto ético como técnico na atividade de desenvolvimento de um projeto estrutural, apesar do aviltamento do mercado de trabalho. Outra matéria interessante desta edição é a intitulada “Engenheiro Digital”. Muito tem-se falado sobre o tema, mas existe uma inércia ou dificuldade de se entender os “novos tempos”. Classifico como verdadeiro “engenheiro digital” o nosso amigo e cliente Luiz Carlos Spengler Filho. Ele relata a sua forma de atuação, as ferramentas que utiliza, a abertura para novas tecnologias e a completa independência de local fixo de trabalho. Outro ponto que merece ser ressaltado é a sua produtividade trabalhando praticamente sozinho. Solicito a todos que leiam esta matéria com muita atenção e reflitam sobre essa nova alternativa de projetar que, talvez, muitos desconhecem e nem imaginavam existir. As ferramentas estão à disposição de todos, e quem souber melhor utilizá-las terá vantagens incontestáveis. Relatamos também os novos desenvolvimentos dos sistemas CAD/TQS. Nossos clientes têm de estar preparados para as novidades do mercado. Destaque para um novo sistema em desenvolvimento para a interação solo-estrutura. Pioneiramente, nossos clientes estarão, em breve, realizando a tão sonhada interação entre o engenheiro estrutural e o engenheiro geotécnico. Para completar o jornal, incluímos outras matérias de grande interesse: - Artigo do prof. Vasconcelos sobre “O concreto é comprado só na base do menor preço?” É um alerta sobre o mercado de concreto, a importância da concorrência de preços e uma proposta simples para melhorar a qualidade do concreto nas nossas obras é sugerido por ele sempre de forma objetiva e prática.
- Discurso na cerimônia de homenagem do “Professor Emérito” pela UFBA proferido pelo Prof. Dr. Antonio Carlos Reis Laranjeiras. Como sempre, o brilhante prof. Laranjeira relata: “Os profissionais da Engenharia Civil, no século XXI, terão necessariamente de ser novos também. Aos que já estão na estrada, restam-lhes apenas duas alternativas: a radical renovação ou a renúncia à profissão”.
- Espaço Virtual com muitos relatos e troca de informações entre os engenheiros das comunidades TQS e Calculistas_ ba. Algumas mensagens são extremamente úteis, outras imperdíveis e algumas antológicas.
- Artigo do eng. Ênio Padilha tentando explicar as razões do comportamento dos engenheiros civis e a sua não-valorização profissional, especialmente os estruturais: “Por que é que a gente é assim?”
- Comparativo de armaduras de pilares do edifício Cotoxó. É feita uma comparação do consumo de armaduras projetando-se um edifício medianamente elevado com a norma antiga e a nova NBR 6118:2003. Destaque especial para os pilares parede, assunto muito polêmico na nova norma.
- Artigo sobre as novidades do sistema Mix Windows com as novas implementações realizadas, sua aplicabilidade e a filosofia de desenvolvimento.
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