Peço desculpas antecipadas aos grandes engenheiros destes grupos por esta mensagem, mas com este texto estou tentando resumir as considerações de carregamentos que devemos adotar em projetos comuns de edifícios. 1) Considerações prescritas na nova NB-1O Capitulo 11 estabelece as Ações que devemos considerar. A Tabela 14 prevê para às combinações últimas (ELU) normais
Fd é o valor de cálculo das ações para combinação última Qnk = Q1k + ??oj Qjk Qnk é o valor característico das ações variáveis instabilizantes Tabela 12 - Coeficiente ?f = ?f1 . ?f3
Tabela 13 - Valores do coeficiente ?f2
2. Os efeitos de Fq nos pilares e fundações podem levar em conta que a probabilidade de todos os andares estarem completamente carregados ao mesmo tempo é desprezível. Isso pode ser feito como indica a NBR 6120 e reproduzido na tabela A.3. Tabela A.3 - Redução de cargas acidentais em edifícios residenciais e comerciais, para obtenção das forças normais nos pilares. (aplicável apenas a pavimentos tipos sucessivos)
11.7.2 Coeficientes de ponderação das ações no estado limite de serviço (ELS) Em geral, o coeficiente de ponderação das ações para estados limites de serviço é dado pela expressão: ?f = 1 ?f2 onde ?f2 tem valor variável conforme a verificação que se deseja fazer (tabela 13): 11.8 Combinações de ações 11.8.1 Generalidades Um carregamento é definido pela combinação das ações que têm probabilidades não desprezíveis de atuarem simultaneamente sobre a estrutura, durante um período pré-estabelecido. A combinação das ações deve ser feita de forma que possam ser determinados os efeitos mais desfavoráveis para a estrutura e a verificação da segurança em relação aos estados limites últimos e aos estados limites de serviço deve ser realizada em função de combinações últimas e combinações de serviço, respectivamente. 11.8.2 Combinações últimas Uma combinação última pode ser classificada em normal, especial ou de construção e excepcional. 11.8.2.1 Combinações últimas normais Em cada combinação devem figurar: as ações permanentes e a ação variável principal, com seus valores característicos e as demais ações variáveis, consideradas como secundárias, com seus valores reduzidos de combinação, conforme NBR 8681. 2) Aplicação práticaSuponhamos que tenhamos uma estrutura submetida apenas aos carregamentos verticais e às ações horizontais de vento, sendo os esforços obtidos por análises lineares. Vamos separar as ações verticais no mesmo esquema adotado pelo CAD/TQS: CASO 1 (C1) – Cargas verticais acumuladas - Peso próprio + permanentes (g) + acidentais (q) Vamos considerar apenas 4 casos para ventos atuantes. CASO 6 (C6) – Vento Frontal a 90º Devemos criar 2 jogos de combinações tanto o dimensionamento de vigas quanto de pilares, onde as ações variáveis que devem ser tratadas ora como principais (?f2 = 1) e também ora como secundárias (?f2 . ?0). Vejamos então as combinações: COMBINAÇÕES ÚLTIMAS PARA DETALHAMENTO DE VIGAS: Ações verticais isoladas Ações horizontais como variável secundária (?0 = 0.6) Ações verticais acidentais como variável secundária (?0 = 0.5 para ed. residenciais e ?0 = 0.7 para ed. comerciais) C2 + C3 + ?0 , C4 + ?z * C6 COMBINAÇÕES ÚLTIMAS PARA DETALHAMENTO DE PILARES: Ações horizontais como variável secundária (?0 = 0.6) Ações verticais acidentais (com redução) como variável secundária (?0 = 0.5 para ed. residenciais e ?0 = 0.7 para ed. comerciais) C2 + C3 + ?0 * C5 + ?z * C6 Ações verticais isoladas com redução de sobrecargas 2.1) Consideração dos efeitos de 2ª ordem globalO parâmetro ?z pode ser adotado como amplificador dos esforços horizontais para simularmos os esforços de 2ª ordem. No nosso exemplo, estes esforços são obtidos através dos casos de vento, como apresentado nas combinações acima. 2.2) Comentários sobre a redução de sobrecargasHoje em dia os empreendimentos sofrem muitas modificações após o inicio da obra. As estruturas estão mais leves, devido a utilização de lajes nervuradas, divisórias leves e o famoso piso “zero”. Em um edifício com 18 pavimentos esta redução geralmente representa 4 a 7% das cargas verticais totais. Esta diferença favorável desaparece facilmente quando existem modificações na execução, layout, ou resistências do concreto inferiores. Conseqüentemente, julgo que devemos ser mais prudentes e só utilizar a redução em edifícios residenciais (SC = 1,5 KN/m²) com mais de 35 pavimentos ou em edifícios comerciais de alto padrão (SC > 4,0 KN/m²) com mais de 25 pavimentos. A experiência em projetos e verificações que tenho, apesar de pouca (mas considerável), já me mostrou que esta prudência é plenamente justificável. 2.3) Avaliação da estabilidade globalDevemos sempre realizar 4 observações: 2.3.1) Análise dos parâmetros de estabilidade ?z e ?Para estruturas com sobrecargas normais mantenha o gz abaixo de 1,15. 2.3.2) Avaliação dos deslocamentos no topo do edifícioOs deslocamentos no topo do edifício devido ao vento total devem ser inferiores a H/500. O carregamento de vento normalmente é distribuído em uma face completa da estrutura. 2.3.3) Avaliação dos deslocamentos rotacionais do edifícioEm edifícios com pavimentos formando L em planta ou com o centro de rigidez deslocado em relação ao centro da estrutura podem surgir deslocamentos diferenciados em um mesmo pavimento, acumulados piso a piso. Estes deslocamentos diferenciados podem deturpar os resultados dos cálculos do parâmetro ?z. Devemos utilizar os “visualizadores de resultados” para observar eventuais efeitos de rotação relativa entre os pavimentos e o comportamento real da estrutura quando submetida a esforços horizontais combinados aos verticais. Vale salientar que este efeito rotacional reflete em novas forças decompostas, provocando flexão obliqua nos pilares e incrementos substanciais de flexão e cortante nas vigas. 2.3.4) Desaprumo globalA nova NB-1 exige a verificação dos efeitos de desaprumo (imperfeições globais). Veja na integra o item 11.3.3.4: 11.3.3.4 Imperfeições geométricas Na verificação do estado limite último das estruturas reticuladas, devem ser consideradas as imperfeições geométricas do eixo dos elementos estruturais da estrutura descarregada. Essas imperfeições podem ser divididas em dois grupos: imperfeições globais e imperfeições locais. a) Imperfeições globais Na análise global dessas estruturas, sejam elas contraventadas ou não, deve ser considerado um desaprumo dos elementos verticais conforme mostra a figura 13.
sendo: ?1min = 1/400 para estruturas de nós fixos; O desaprumo mínimo (?1min) não deve necessariamente ser superposto ao carregamento de vento. Categoria |
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