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» Qualidade
dos Produtos
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» Dúvidas
gerais sobre os sistemas CAD/TQS
» Dúvidas
gerais sobre o Sistema de lajes protendidas
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| COMO
A TQS ASSEGURA A QUALIDADE DOS SEUS SISTEMAS? |
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No desenvolvimento
de sistemas de um certo porte, como são os sistemas CAD/TQS,
a validação ou a garantia da exatidão do funcionamento dos
programas e resultados dos processamentos assume uma importância
fundamental.
Paralelamente
aos recursos empregados para o crescimento linear dos sistemas,
os recursos dispendidos para validação e garantia da qualidade
crescem de forma exponencial. Sempre que surge a oportunidade
é importante afirmar: não existe programa à prova de erros,
estes sempre existem, maiores ou menores, para quaisquer
programas; o que existe é programa mais ou menos testado,
isto é, mais ou menos confiável, com menor ou maior qualidade.
Por exemplo,
para assegurar a qualidade dos sistemas desta nova versão
Windows, antes da entrega oficial aos clientes, desenvolvemos
uma metodologia de testes e validação que consistiu no seguinte:
- Utilização interna por funcionários
em projetos reais;
- Utilização externa por clientes
pilotos;
- Testes de todos os comandos/funções
para os novos programas;
- Processamento da bateria
de testes armazenados;
- Testes reais feitos por
clientes selecionados e assistidos pela TQS;
- Utilização efetiva externa
por dezenas de clientes;
- Liberação da versão final.
Utilização
Interna
A utilização
interna iniciou-se em junho/99 e foi feita pelo eng. Luiz
Aurélio F. da Silva. Diversos edifícios foram processados,
total ou parcialmente, na versão Windows. Entre eles, um
edifício de apartamentos em Brasília, denominado condomínio
Maison Monet, com projeto inteiramente elaborado com a versão
Windows.
Clientes
Pilotos
A utilização
externa foi feita inicialmente por dois clientes especiais:
eng. Luiz Carlos Spengler Filho, de Campo Grande-MS e eng.
Fernando César Favinha Rodrigues, de Marília-SP. Esta fase
teve início em agosto/99 e foi muito importante, pois a
visão do cliente nem sempre é a mesma do pessoal interno
da TQS. Adiante, descrevemos a impressão do engenheiro Luiz
Spengler sobre a versão Windows.
Novos Programas
Os testes intensivos
dos comandos e funções dos novos programas iniciaram-se
em novembro/99 e terminaram em fevereiro/00. A princípio,
julgamos que estes testes seriam mais rápidos, mas a enorme
quantidade de novos programas estendeu este prazo por 3
meses, consumindo uma grande quantidade de recursos humanos.
Esta fase envolveu,
basicamente, os programas de edição de arquivos de critérios
de projeto ( da ordem de 28), editores gráficos específicos
por aplicação (12) e editores gráficos para entrada de dados
(8).
Para cada programa
que trata os arquivos de critérios de projeto, foi necessária
a validação da nova reorganização dos critérios e dos textos
redigidos além da validação da exatidão da gravação do critério
que estava sendo testado. Esse teste foi feito para cada
critério comparando-se a gravação do valor do critério na
versão DOS e na Windows.
Como os editores
gráficos foram totalmente reescritos, testes de cada comando
foram realizados para certificar a exatidão do seu real
comportamento. Um ponto importante foi a utilização intensa
do editor gráfico, nas situações mais adversas, para assegurar
que ele não “travasse” durante a utilização e nem danificasse
o arquivo de desenho.
Os editores
gráficos para as entradas de dados de vigas, pilares, sapatas,
blocos, grelha e pórtico também foram testados com extremo
detalhe. Foi assegurado que, tanto na leitura do arquivo
de dados anterior, como na gravação do novo arquivo, deveria
ser mantida a total compatibilidade com a versão DOS. Para
isto, tivemos que processar centenas de arquivos, nas duas
versões, para garantir essa condição.
Além destas
certificações, para a garantia da gravação correta dos arquivos
de critérios e dados, foram realizados também processamentos
de exemplos típicos, tanto na versão DOS como na Windows,
após a alteração de determinados critérios e dados. A comparação
de resultados nas duas versões garantiu a validação dos
novos programas.
Testes Padrões
Os testes padrões
já armazenados e catalogados ao longo dos últimos anos(
perto de 1000 testes) foram todos processados nas versões
DOS e Windows, tendo seus resultados comparados. Esses testes
catalogados abrangem as etapas de análise, dimensionamento
e detalhamento de todos os sistemas (formas, vigas, pilares,
lajes, grelha, pórtico, sapatas, blocos). Além dos testes
específicos, também utilizamos neste procedimento testes
integrados com todos os dados e critérios de dois edifícios
completos. Os resultados, quando não eram coincidentes,
tiveram que ser analisados, comparados e validados. Quando
necessárias, correções eram efetuadas nos sistemas. Devido
a uma diferença de precisão entre a versão DOS e Windows
(maior precisão), os resultados apresentavam muitas vezes
pequenas diferenças.
Implantação
em Clientes Assistidos
No período
final do desenvolvimento, alguns clientes passaram a utilizar
os recursos desta nova versão Windows para elaboração de
projetos reais, acompanhados pelo eng. Luiz Aurélio da TQS.
Participaram desta implantação dois escritórios de projeto:
- França e Associados, representado
pelo eng. Américo Grieco, que desenvolveu trabalhos para
o projeto estrutural, ainda em andamento, do edifício
Stadium, localizado em Alphaville-SP.
- Feitosa & Cruz, representado
pelo eng. Silvio Feitosa Sobrinho, que desenvolveu trabalhos
para o projeto estrutural, ainda em andamento, do edifício
da nova sede da Cesp, em São Paulo.
Implantação
em Clientes Independentes
Além dos clientes
já citados, iniciamos a divulgação e implantação da versão
Windows em diversas empresas por todo o Brasil, em caráter
definitivo e de forma independente, a partir de março/00.
Podemos destacar algumas empresas nesta modalidade: MAC
Cunha, Estádio 3 e Vantec (Porto Alegre), Procalc e PLH
(Curitiba), ETJKMF, CEC, Prodenge, Sayeg Enga., Rausse&Benvenga,
J.R.Ferrari, J.R.Braguim, WA Enga. (São Paulo) , Enecol
(Natal), Estro (Salvador), Dácio Carvalho, MD Eng. Assoc.
(Fortaleza), Coluna, MC Técnica Estrutural (Belo Horizonte).
Instituição
de Ensino
De forma pioneira,
desde agosto/99, 30 cópias dos sistemas CAD/TQS Windows
já estão implantados na FESP - Faculdade de Engenharia de
São Paulo - e em plena utilização, para fins educacionais,
em matérias de graduação dedicada (sistemas para engenharia
civil).
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| COMO
SERÁ A ADAPTAÇÃO PARA A NOVA NORMA BRASILEIRA
NB1-2000? |
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O projeto da
nova norma brasileira de concreto armado e protendido está
em fase final de conclusão. Diversos itens deste documento
já estão consolidados. Outros itens ainda deverão
sofrer revisões.
Diversos itens
deste projeto de norma já foram incorporados aos sistemas
CAD/TQS ao longo destes últimos anos. Por exemplo: cálculo
do parâmetro de estabilidade global Gamaz e cálculo da armadura
frouxa para lajes protendidas com cordoalhas engraxadas.
Outros itens deste projeto de norma já podem ser utilizados
diretamente na versão atual do sistema pela simples configuração
dos arquivos de critérios de projeto. Por exemplo: novos
valores de cobrimento e módulo de deformação do concreto.
A nossa política
é aguardar um pouco mais para o término final da norma e
iniciar a adaptação dos sistemas. Será um trabalho longo
e penoso pois alguns itens críticos de dimensionamento e
detalhamento serão alterados. Aproveitaremos a nossa equipe
que desenvolveu a conversão dos sistemas para a versão Windows
para tal tarefa.
Ainda não temos
condições de informar prazos de conclusão e preços deste
trabalho.
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| COMO
É FEITA A INTEGRAÇÃO DE DESENHOS ENTRE
AS DIVERSAS DISCIPLINAS DE PROJETO? |
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O arquivo básico
dos sistemas CAD/TQS possui o formato DWG. Os sistemas possuem
funções para conversão de arquivos DWG em DXF e vice-versa
possibilitando assim a compatibilidade com os arquivos oriundos
do sistema AutoCad. Como a maioria dos projetistas de arquitetura,
instalações e a própria construção trabalha com o padrão
de arquivo DXF ou DWG, a integração de desenhos entre os
sistemas CAD/TQS e as outras disciplinas de projeto é realizada
através desta troca de desenhos.
A dificuldade
que ocorre atualmente é a falta de padronização das informações
que são trocadas entre os diversos projetistas. Para resolver
este problema, um grupo de trabalho formado por diversas
entidades de classe ( AsBEA, ABECE, SINAENCO, IAB, IE, SINDUSCON,
SECOVI) está preparando um trabalho intitulado “Otimização
e Padronização de Informações em CADD - Integração entre
Projetistas, Construtoras e Clientes” que servirá como subsídio
para a implantação destes padrões e para uma futura normalização.
A TQS participa
das reuniões deste grupo de trabalho e, assim que o relatório
final for conclusivo, os sistemas computacionais serão adaptados
para realizar a conversão dos desenhos e o atendimento a
estas normas.
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| QUAL
O PRINCIPAL MEIO DE COMUNICAÇÃO ENTRE A TQS
E SEUS CLIENTES / INTERESSADOS? |
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O principal
meio de comunicação dos clientes com a TQS é o jornal TQS-NEWS.
Através deste jornal, emitido a cada 4 meses, os clientes
e potenciais clientes tomas conhecimento dos novos desenvolvimentos,
as atualizações de sistemas, notícias gerais da empresa,
eventos em geral, publicações que interessam a classe, dicas
de suporte técnico, entrevistas com clientes relatando a
experiência na utilização dos sistemas e na parte profissional
e artigos interessantes que tratam da história da engenharia
estrutural.
A TQS também
sempre esmerou para fornecer um suporte técnico e comercial
eficiente aos seus clientes. Para isto, são oferecidos aos
clientes recursos materiais e de pessoal adequados para
o atendimento das necessidades dos clientes. Hoje em dia
a comunicação dos clientes com a TQS é feita através de
dois meios principais: telefone e envio de email.
A partir da
implantação deste novo “site” da TQS, a remessa de email’s
ficara mais fácil e prática. Queremos incrementar também
um outro meio de comunicação: o fórum de debates para a
discussão de temas de interesse dos sistemas computacionais
e da classe.
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| É
PRECISO DO SISTEMA AUTOCAD PARA DAR ACABAMENTO NOS DESENHOS?
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| Não, o Editor de
Aplicações Gráficas do CAD/TQS já dispõe de todos os recursos
necessários para o acabamento de desenhos, portanto a utilização
do AutoCad não se faz necessária. É evidente que o AutoCad
é o sistema mundial mais completo e genérico para o trabalho
com desenhos técnicos. Comparado com o AutoCad, o CAD/TQS
realiza apenas uma parte das funções, entretanto, as ferramentas
necessárias e suficientes para a elaboração de um ótimo projeto
de estruturas estão incorporadas ao editor gráfico CAD/TQS. |
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| QUAIS
OS PREÇOS DOS PRODUTOS TQS? |
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Para informações
como preços e pacotes do CAD/TQS entre em contato com o
departamento comercial da TQS, via e-mail através deste
“site”, fax ou telefone.
COMO É
A POLÍTICA DA TQS PARA A ATUALIZAÇÃO
DOS SISTEMAS?
Os sistemas
CAD/TQS evoluem permanentemente. Podemos classificar estas
alterações nos sistemas em 3 categorias:
A)Pequenas
correções e/ou adaptações para melhoria de produção.
B)Melhorias
nos sistemas aumentando a capacidade, abrangência, novas
funções, atendimento a requisitos operacionais, etc.
C)Incorporação
de novos elementos e/ou novas soluções estruturais integrados
aos já existentes.
As alterações
constantes no item A) são fornecidas aos clientes gratuitamente
quando da atualização do sistema.
As alterações
constantes no item B), por exemplo, aumento da capacidade
de processamento do pavimento, de 200 para 600 vigas, adaptação
ao sistema Windows, são consideradas alterações substanciais
e para cada uma delas é estabelecido um preço.
As novas incorporações
conforme citado no item C), por exemplo, o subsistema de
lajes protendidas integrado ao sistema de lajes e grelha
tem um preço estabelecido separadamente.
Para as alterações
do item A) e B), também são cobradas, além da parte de programação
em si, as despesas diretas de produção referentes ao material,
homens-hora gastos na sua preparação e despesas de envio
pelo correio.
Assim que fica
pronta uma nova versão, todos os clientes são avisados do
evento através do jornal TQS News.
SOU UM ENGENHEIRO
COM PROJETOS DE PEQUENO PORTE. EXISTE UMA VERSÃO
MAIS BARATA QUE ATENDE ESTE TIPO DE PROJETO?
Sim. Os sistemas
CAD/TQS possuem diversas versões para comercialização, desde
a versão Plena com a maior amplitude de sistemas e capacidade
até a versão Estudante que possui severas limitações.
Intermediariamente,
temos uma versão muito interessante denominada UniPro (UniProfissional)
para profissionais que projetam edifícios até 20 pavimentos.
Agora, estamos
lançando uma versão mais simplificada, denominada EPP (Edificações
de Pequeno Porte) para projetos de até 5 pavimentos e com
preços bastante reduzidos.
Também a versão
Universidade, comercializada com a finalidade academica,
possui limitações e preços bastante atrativos.
Além dos pacotes
já citados temos alguns sistemas individuais onde podemos
destacar o CAD/AGC&DP, editor gráfico para elaboração de
desenhos genéricos de armaduras e que substitui os editores
gráficos internacionais.
Para conhecer
melhor as limitações entre as diversas versões e seus preços,
por obséquio, entre em contato com o departamento comercial
da TQS.
QUAL A POLÍTICA
COMERCIAL PARA A ATUALIZAÇÃO DA VERSÃO
DOS PARA O WINDOWS?
A princípio,
quando iniciamos os trabalhos para a versão Windows, a idéia
era fazer um novo sistema, com nova identificação e que
fosse independente dos sistemas atuais da TQS. A comercialização
seria feita também como um novo sistema. Raciocinando melhor,
essa idéia esbarrou num ponto básico operacional que iria
trazer obstáculos para os nossos clientes: como eles fariam
a transição da versão DOS para a Windows?
O cliente não
pode, num determinado instante, encerrar todos os projetos
em DOS e iniciar outros em Windows. Os projetos são desenvolvidos
simultaneamente e cada um se encontra num certo estágio
de produção. Portanto, esta hipótese se tornou inviável,
pois seria impossível trocar de sistema no meio de um projeto.
A versão Windows foi então desenvolvida, compatível com
a versão DOS para os arquivos básicos, possibilitando, num
mesmo micro, processar tanto os programas em DOS quanto
Windows e, assim, permitir uma migração gradual, de uma
versão para a outra sob controle do cliente.
Por estas razões,
a versão Windows, segundo nossos procedimentos internos,
tornou-se uma nova versão dos sistemas CAD/TQS, a versão
de número 8.
Novos “Pacotes”
Aproveitando
as modificações implantadas na versão Windows, fizemos uma
maior integração entre os sistemas. Agora, o programa gerenciador
é o mesmo, sendo cada sistema antigo (Vigas, Pilar, Lajes,
etc.) acionado apenas por um ícone. Neste conceito, o Cad/Vigas,
Cad/Pilar, Cad/Lajes etc. deixa de operar e ser comercializado
separadamente. Vendemos apenas o “pacote” de sistemas TQS
- Windows - agrupados, versão Plena ou versão Unipro (com
limitações de capacidade ).
Atendendo a
uma antiga reivindicação de inúmeros clientes, criamos a
versão Projetista dos sistemas CAD/TQS. Ela é muito útil
para aqueles profissionais que criam, alteram, corrigem
desenhos em geral, mas não têm conhecimentos técnicos de
engenharia. Nesta nova versão, é possível fazer o lançamento
de formas ( sem cargas), edição rápida e orientada de armaduras
de vigas, pilares, lajes e fundações. Também o editor gráfico
genérico CAD/AGC, que edita qualquer tipo de desenho de
forma e armação, faz parte deste pacote.
As opções
especiais dos sistemas continuam existindo, por exemplo,
lajes protendidas, editor de telas soldadas, grelha não-linear
física, etc. Essas opções não são de utilização em massa,
portanto, podem ser adquiridas apenas para alguns microcomputadores,
quando necessário.
Preço da
Atualização
Em termos de
valores, fizemos nesta introdução da versão Windows um reajuste
nos preços dos sistemas da ordem de 15%. Isto se tornou
necessário, pois nossos preços não eram reajustados desde
1994 ( Plano Real). A inflação oficial acumulada neste período
foi de 89% e a inflação na construção civil foi de 70%.
O preço da
atualização para a versão Windows será uma porcentagem do
valor dos sistemas. Em geral, as empresas internacionais
de software para engenharia estrutural cobram a taxa de
10% do valor do software, ao ano, para as melhorias corriqueiras
e usuais dos sistemas. No caso da versão TQS-Windows, por
ter incorporado uma grande melhoria nos sistemas e a mudança
do sistema operacional, o preço será estabelecido como algo
em torno de 30% do valor vigente dos sistemas.
Para aquelas
empresas que possuem diversas cópias dos sistemas temos
uma novidade: a atualização agora pode ser contratada por
cópia instalada e não é necessário fazer o acerto comercial
para todas as cópias de uma só vez, já que a implantação
também pode ser feita de forma gradual. Evidentemente que
a contratação parcelada tem um custo ligeiramente superior.
Como o desenvolvimento
e o fornecimento dos sistemas na versão Windows está atrelada
a determinados “pacotes” (conjunto de programas), a atualização
de sistemas individuais (por exemplo, caso extremo, só o
CAD/Vigas) só pode ser feita desde que o cliente adquira
os sistemas complementares para se enquadrar num “pacote”
da nova versão e que mais se aproxime dos seus sistemas
individuais. Exemplificando: os sistemas CAD/Formas, CAD/Vigas,
CAD/Pilar e CAD/Lajes são, agora, comercializados apenas
em “pacotes” (em diversas opções de capacidade). Os sistemas
CAD/Fundações, CAD/AGC&DP, CAD/Alvest e CORBAR são comercializados
e atualizados individualmente.
Outra observação
importante é que como a versão Windows está sendo tratada
como uma nova versão dos sistemas, para aqueles clientes
que possuem a versão DOS anterior a última emitida, versão
7, o preço de atualização da versão Windows também deverá
incluir os preços para as atualizações das versões anteriores.
Conforme anunciado no jornal TQS News n. 11, página 14,
concederemos, para a atualização da versão Windows, os descontos
mencionados.
Para o conhecimento
exato do valor da atualização, é necessário então o conhecimento
dos sistemas já adquiridos, as opções que cada sistema possui,
o número de cópias a atualizar, a versão DOS existente,
etc.
Nesta nova
fase dos sistemas, estamos incentivando a implantação e
utilização dos sistemas TQS-Windows pelas Universidades
e estudantes, com finalidade explícita de aprendizado e
não de produção de projetos estruturais. Assim, o preço
da versão Windows para a versão Universidade não foi alterado
e criamos a versão Estudante com condições comerciais bastante
atraentes. Para as Universidades que já adquiriram a versão
DOS, faremos a atualização para a versão Windows gratuitamente.
Segundo política
da TQS estabelecida há três anos, a atualização gratuita
implica na disponibilização dos novos programas sem ônus
para os clientes, entretanto, os custos diretos de produção
(manuais, CD, correio, etc.) sempre são cobrados.
Importante:
A comercialização da nova versão e a atualização já estão
operacionalmente disponíveis. Os interessados deverão entrar
em contato com o Departamento Comercial da TQS.
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| QUAIS
SÃO OS REQUISITOS OPERACIONAIS PARA A UTILIZAÇÃO
DOS SISTEMAS CAD/TQS? |
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Hardware
- PC ou compatível
(Pentium II 200 mhz ou superior).
- Monitor 14" ou 15" com resolução de 800 x 600 (Recomendado
17").
- CD-Rom 8x ou superior.
- Impressora (Padrão Windows ou matricial) ou Plotter (jato
de tinta ou pena).
- 32 MB de memória ram ou superior (recomendado 64MB).
- Winchester de 2 GB ou superior (é necessário 100 MB disponíveis).
Sistemas
Operacionais
- Windows 95
- Windows 98
- Windows 2000
- Windows XP
- Windows NT
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Dúvidas gerais sobre os sistemas CAD/TQS
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| 1)
Qual a metodologia utilizada quando o edifício não é calculado
por pórtico espacial? |
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No TQS
temos a possibilidade de obter os esforços pelos seguintes
modelos:
- Cálculo
de vigas contínuas carregadas com os quinhões de carga
das lajes
- Cálculo
de vigas como pórticos planos carregados com os quinhões
de carga das lajes
- Modelo
de grelha formado pelas vigas de cada pavimento carregadas
com os quinhões de carga das lajes
- Modelo
de grelha discretizando vigas e lajes
- Modelo
integrado de vigas e lajes por elementos finitos (apenas
na versão plena)
- Modelo
de pórtico espacial carregado com os quinhões de carga
das lajes
- Modelo
de pórtico espacial carregado com as reações das lajes
discretizadas nos modelos de grelha de cada pavimento.
Para
cada um dos modelos acima podemos associar os esforços de
vento obtidos no modelo de pórtico espacial.
2) Na necessidade de se alterar as dimensões de um
pilar qualquer, o afastamento continua obedecendo ao previamente
estabelecido?
Na entrada gráfica de formas os pilares são definidos graficamente
(são poligonais no nível 3) em seu formato real, e podem
ser modificados facilmente com os comandos clássicos de
CAD para mover vértices (O stratch do Autocad) ou pode simplesmente
ser apagados e reconstruídos sem afetar os outros elementos
definidos (vigas , lajes, carregamentos, etc)
3) Posso alterar este afastamento, rotacionar ou alterar
geometria dos pilares já lançados?
Sim , com comandos tradicionais de CAD, como citado acima.
4) No pórtico espacial, toda estrutura é considerada
como engastada? Posso alterar estas condições de engastamento?
Pode-se articular (rotular) vigas e pilares, pode-se considerar
redutores de inércia para simular plastificações em vigas
e pilares, e no modelo integrado com a grelha podemos plastificar
os apoios e os esforços na ligação viga/pilar do modelo
de grelha são transferidos para o pórtico espacial.
5) Existe alguma ferramenta gráfica que altere as
condições de engastamento entre elementos estruturais?
Sim, na entrada gráfica podemos introduzir códigos de articulações
ou engastamento parcial.
6) O apoio das vigas está condicionado à arquitetura?
Em que ponto dos pilares elas se apoiam? No CG dos pilares?
Não entendi esta pergunta.
No TQS a arquitetura é lida do DXF do projeto, e faz parte
do desenho de entrada gráfica apenas como geometria de CAD
(linhas, blocos, hachuras, etc). A estrutura é definida
independentemente desta geometria da arquitetura, servindo
logicamente apenas como orientação geometria para a sobreposição
da estrutura.
7) Posso lançar aberturas para aliviar cargas de
paredes nas vigas?
As cargas das paredes são definidas como cargas distribuídas
lineares sobre vigas e lajes ao longo do seu comprimento
total ou parcialmente, e então ,podemos carregar trecho
a trecho os elementos , formando o carregamento desejado.
8) O programa calcula e detalha armadura de pele?
Sim.
9) Vigas apoiadas sobre outras estão engastadas gerando
torção, ou rotuladas acrescendo os fletores?
Os esforços de torção podem ser calculados através dos modelos
de grelha e pórtico espacial. Por default , a torção é desprezada
nas vigas e se desejarmos considerar os esforços de torção
em uma viga basta marcar esta viga na entrada gráfica de
formas.
10) Como são estabelecidos os níveis do desenho?
O EAG (editor de aplicações gráficas) trabalha com níveis
numéricos de 0 a 255, que são utilizados pelos diversos
desenhos gerados diferenciadamente. Veja alguns deles:
|
Nível
|
Elemento |
| Formas
|
1 |
Vigas |
|
2
a 4 |
Pilares
que nascem, continuam ou morrem |
|
8
a 13 |
Títulos
e dimensões de vigas, pilares e lajes |
|
18 |
Cortes |
|
221 |
Cotas |
| Armação |
1
a 199 |
Texto
de posição dos ferros |
|
220 |
Linha
de ferro |
|
221 |
Cotas |
|
222 |
Título
do desenho |
|
225,
240 |
Cortes |
11)
Posso ter lajes pré-moldadas em balanço?
Pode, mas não deve!!!
12) Como estabeleço os limites geométricos de uma
laje em balanço?
Na entrada gráfica existe um elemento geométrico denominado
“Contorno auxiliar” para complementar os contornos das lajes
sobre pilares e bordos livres.
13) O programa está limitado ao uso de lajes maciças
e/ou nervuradas?
O sistema dispõe de dois geradores de malhas de grelha para
lajes planas e lajes nervuradas, mas com flexibilidade para
que num mesmo pavimento possamos ter lajes maciças e nervuradas.
14) Posso engastar lajes maciças em nervuradas armadas
na mesma direção? O programa detalha a armadura negativa?
O CAD/Lajes tem 2 tipos de cálculo de esforços e detalhamento:
Por processos simplificados - Os esforços são cálculos pelos
métodos clássicos conhecidos , com variações de processos
elásticos (Kzerny) e de processos plásticos (Ruptura) Por
modelos de grelha ou El. Finitos - Os esforços resultantes
da modelagem são transferidos para o “Editor de Esforços
e Armaduras” que é um editor gráfico direcionado a edição
das faixas de distribuição de armaduras, que é controlado
pelo usuário, e edição das armaduras geradas. Todas as considerações
são decorrentes do modelo adotado.
15) O programa calcula lajes à punção?
Sim, no “Editor de Esforços e Armaduras” .
16) O programa cota automaticamente a planta de locação
dos pilares?
O programa pode gerar uma tabela de cotas dos baricentros
dos pilares , que é a tabela do gabarito de locação da obra,
e o usuário pode cotar os pilares no Editor de Formas, que
inclusive tem um comando para criação de cotas relativas,
que pode ser útil para fazermos cotas progressivas e acumuladas.
17) Quando cálculo uma determinada viga, qual a indicação
da sua aprovação ou necessidade de alteração?
O processamento gera listagens com informação sobre cisalhamento,
flexão positiva, flexão negativa e um relatório geral que
indicam os principais problemas (flecha excessiva, ultrapassagem
das tensões admissíveis, etc).
18) Posso visualizar resultados por pavimento?
Sim.
19) Qual a indicação em relação às flechas?
O Cad/vigas indica a flecha calculada, a admissível e a
relação vão/flecha
20) Pilares podem ser calculados à tração?
Sim
21) Na alteração das armaduras na edição gráfica,
a relação de aço é atualizada automaticamente?
O TQS gera diversos desenhos para formas, vigas, pilares,
fundações, etc. Para montarmos as plantas finais temos o
EDITOR DE PLANTAS, onde montamos as plantas com os desenhos
desejados e a tabela de ferros só é gerada no editor de
plantas
22) Pilares com seções genéricas devem sempre ser
detalhadas manualmente?
Nunca conseguiríamos detalhar automaticamente os estribos
para qualquer tipo de pilar, pois cada formato de pilar
exige um arranjo diferente. Para definir a geometria esquemática
dos estribos temos o “Editor de Seções”. Definindo-se o
esquema dos estribos eles são detalhados automaticamente
nos desenhos.
23) Quando altero uma peça, é preciso recalcular
toda a estrutura?
Não necessariamente. O correto é reprocessar, pois qualquer
mudança de seção em vigas e pilares afeta toda a estrutura,
mas se você quiser apenas ajustar alguma viga e esta desesperado
para entregar o projeto, você pode editar diretamente os
dados de vigas e pilares e apenas reprocessar as vigas de
um pavimento.
24) O programa está atualizado para a nova NB1? Se
não, qual é a política de atualização?
Não, pois a NB1 ainda esta em processo de consulta pública.
Porém, acho que as principais inovações conceituais admitidas
pela nova norma já estão incorporadas ao sistema. Quando
fizermos as modificações no sistema e disponibilizarmos
para os nossos clientes teremos que cobrar uma atualização.
O valor estabelecido para uma atualização do sistema é variável,
dependendo basicamente do esforços dedicados e das implementações
que foram introduzidas no sistema. Como exemplo podemos
citar a atualização para a versão Windows 8.0, onde estamos
cobrar 30% e praticamente tivemos que refazer todo o sistema.
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| Dúvidas
gerais sobre o Sistema de lajes protendidas |
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Como
o programa usa o Ângulo de Projeção de Esforços para calcular
os esforços numa RPU inclinada?
Primeiramente, algumas definições:
- A
RTE (Região de Transferência de Esforços) é uma região
definida por uma poligonal fechada qualquer e um ângulo
de projeção de esforços de onde serão extraídas as envoltórias
de momentos fletores atuantes nos alinhamentos de barras
de grelha, bem como as dimensões das seções de cálculo
da(s) RPU(s), prevalecendo sempre a menor seção encontrada
em cada trecho da RTE. Ou seja, todas RPUs contidas numa
mesma RTE obedecerão a um mesmo ângulo de projeção independente
de suas inclinações definidas em planta.
- Para
cada laje sempre existirão alinhamentos de esforços provenientes
do processamento da grelha (que normalmente são: horizontal
e vertical). São exatamente estes esforços que são projetados
nas RPUs.
Agora, vamos a um exemplo ilustrativo:
Na figura abaixo, temos uma RTE (definida pela poligonal
tracejada) que contém uma RPU inclinada (linha azul).
Note que temos diversos alinhamentos de esforços (linhas
cinzas) dentro da RTE.

Os
diagramas de momentos (máximos, médios e mínimos) da RPU
são sempre calculados em relação ao seu eixo central (linha
azul pontilhada). "É como se o programa fosse caminhando
em cima deste eixo para calcular os diagramas". Todos os
esforços e forças são convertidos e tratados em tf.m/m de
laje, sendo que o pré-dimensionamento dos cabos é feito
para a largura total da RTE (ou da própria RPU quando ela
não esta contida em uma RTE).
Veja a seguir como são extraídos os momentos de um ponto
P da RPU dado um ângulo de projeção a=0 o.

Agora
alterando o ângulo de projeção para a=30o (mesma inclinação
do eixo da RPU).

Note
que neste caso tanto os esforços dos alinhamentos horizontais
quanto verticais são projetados segundo o ângulo de 30o.
OBS.: Quando uma RPU não está inserida em nenhuma
RTE, o próprio contorno da RPU define a região de onde serão
extraídos os esforços. Ou seja, somente serão considerados
os alinhamentos que estiverem dentro do contorno da RPU.
E o ângulo de projeção será definido por uma linha que liga
o primeiro ao último ponto do eixo central.

Porque
os diagramas de esforços de uma RPU em elevação não são
alteradas a medida que alteramos a sua porcentagem de divisão
de esforços?
Esta dúvida também será esclarecida por um exemplo ilustrativo
a seguir.
Suponha a seguinte configuração:

Neste
caso, embora RPU 1 seja dimensionada com 25% dos esforços
e a RPU 2 com 75%, os diagramas de momentos mostrados em
elevação serão iguais para ambas. Por quê? Porque
os diagramas estão em tf.m/m. Como as duas RPUs estão dentro
da mesma RTE, a envoltória de momentos por metro de laje
será idêntica para as duas.
Já o momento absoluto (tf.m) atuante nas seções serão distintos
pois as larguras das seções de cálculo das RPUs não serão
iguais. Veja como o programa considera a seguir:

OBS.:
Uma maneira de se verificar se o programa dividiu os esforços
corretamente é conferir o número de cabos distribuídos automaticamente
em cada uma das RPUs. No exemplo acima, supondo que o número
total de cabos necessários para cobrir os esforços em toda
largura L da RTE seja 8, a divisão correta seria: RPU 1
à 6 cabos e RPU 2 à 2 cabos.
No cálculo das perdas lentas de protensão vale o quociente
entre Pinf e Pt=0 ou o percentual definido na tabela de
critérios?
É necessário fazer um breve histórico para explicar
o que acontece.
Ainda na versão DOS, o valor do percentual de perdas definido
na tabela não era utilizado no cálculo (isto pode ser confirmado
pelo manual antigo de DOS). Esta consideração então, continuou
valendo nas primeiras versões Windows, ou seja, desprezava-se
este percentual e a perda era sempre calculada pelo quociente
Pt=0/Pinf.
Nas últimas revisões do programa, isto foi modificado.
Agora, se no arquivo de critérios são definidos os parâmetros
para cálculo de perdas por atrito e acomodação de ancoragem,
o sistema trabalha da seguinte forma:
- O pré-dimensionamento inicial de cabos é feito utilizando-se
a força Pinf definida na arquivo de critérios.
- Depois , que passamos no quadro de perdas (ou no comando
"Detalhar todas"), as forças de protensão atuantes são recalculadas
e aí sim o coeficiente definido para a Porcentagem de perdas
de protensão do ato da protensão até o infinito é utilizado
e então teremos:
No ato da Protensão
Pt=0 calculada = Pinicial * (1-Perdas calculadas imediatas)
Nas demais verificações
Pinf calculada = Pinicial * (1-Perdas calculadas imediatas+Perdas
estimadas)
Se não forem definidos parâmetros para o cálculo das perdas
o programa continua a utilizar os valores estabelecidos
para Pt=0 e Pinf.
Agora o quociente Pt=0/Pinf nunca fica incoerente com o
porcentual de perdas definido na tabela.
O que é o exatamente o Momento do Cabo calculado pelo
programa?
O objetivo do momento do cabo é dar ao projetista uma boa
referência quanto ao nível final de tensões resultantes
na seção (protensão + carga atuante), facilitando assim
anular as tensões na borda inicialmente tracionada através
de um correto posicionamento dos cabos de protensão.
É importante salientar que na formulação do momento do cabo
existe tanto a parcela isostática (FP.e) como a parcela
da normal (FP.W/S). Para evitar confusões, a fórmula foi
resumidamente colocada na legenda.
A seguir, irei explicar detalhadamente a formulação completa,
mostrando assim como ela funciona corretamente, ou seja,
zerando tensões quando necessário.
Dada as seguintes convenções:
Mf - à Momento fletor atuante do carregamento em
estudo (ATOPRO, CFREQ,...).
(+) Tração em baixo
FP - à Força total de protensão na seção.
(+) Compressão
e - à Excentricidade do cabo de protensão.
(+) Acima da LN
MH - à Momento hiperestático atuante na seção.
(+) Tração em baixo
gf - à Coeficiente de majoração dos esforços atuantes.
gp - à Coeficiente de majoração das forças de protensão.
gH - à Coef. de minor./major. dos esforços hiperestáticos
favoráveis/desfavoráveis.
S - à Área da seção.
WI - à Módulo de resistência inferior.
WS - à Módulo de resistência superior.
Dada a distribuição de tensões nas duas situações (Mf>0
e Mf<0):

As
fórmulas para cálculo das tensões válidas para ambas situações
são:

Existindo
também a situação onde o MH é contrário ao Mf
do cabo
Veja agora o que é o Momento do Cabo para cada uma das situações:
a) Mf>0 à OBJETIVO: Zerar tensões de tração inferiores.

b)
Mf<0 à OBJETIVO: Zerar tensões de tração superiores.

Note
que a fórmula apresentada na legenda do programa para o
momento do cabo é exatamente a anterior com gp=gf=1,0 (CQPERM).
Uma outra conclusão que podemos chegar diretamente através
das fórmulas anteriores é a seguinte: se a laje está com
o hiperestático calculado, mesmo que você iguale o momento
do cabo com o momento atuante, as tensões não ficarão zeradas.
No caso contrário, isto é, com a laje ainda sem o hiperestático,
as tensões sempre anularão nos pontos onde o momento do
cabo for igual ao momento atuante correspondente.
Como é considerada a Carga Balanceada no programa?
Com base na resposta anterior, percebe-se que o pré-dimensionamento
definido pelo programa sempre levará em consideração o momento
do cabo já com a parcela da normal (FP.W/S) ao invés de
considerar apenas a parcela isostática (FP.e). Conseqüentemente,
o dimensionamento já fica mais econômico, mesmo tendo considerado
uma parcela de carga acidental no equilíbrio.
Recomenda-se então, que o valor da redução da quantidade
de cabos inicial seja 0%. Ou, que o total da carga balanceada
seja sempre 100%.
Tradicionalmente utiliza-se o termo "Cargas Balanceadas"
para estabelecer-se a quantidade de protensão que seria
necessária para equilibrar uma parcela dos carregamentos
permanentes e conseqüentemente eliminar as deformações devido
aos carregamentos permanentes externos. Sempre se tenta
descobrir a quantidade de protensão necessária a partir
do carregamento "linear" equivalente da protensão, obtido
do traçado parabólico. Mesmo na próxima norma NB1-2000,
o anexo A11 sugere este tipo de consideração.

Assim
a idéia de se pré-dimensionar a protensão através da tentativa
de equilibrar cargas tem sido aplicada com êxito pelos engenheiros
mais experientes ao longo de décadas.
Vale
ressaltar que sempre se tentou em projetos protendidos simplificar-se
os sistemas estruturais adotados, formando-se elementos
principais e secundários, utilizando vigas ou faixas unidirecionais
principais e distribuição uniforme de cabos nas direções
secundárias. Desta forma pode-se facilmente descobrir as
cargas que estão migrando para os elementos principais e
através destas, obter as tais "Cargas a ser balanceadas".
Porém
hoje, as lajes protendidas geralmente são planas, e neste
caso, é quase impossível descobrir de uma maneira correta
qual seria a carga a ser balanceada, pois uma laje não é
um elemento linear, existindo solicitações "aleatórias"
nas duas direções.
Com
a utilização em larga escala das monocordoalhas não aderentes,
tem-se disseminado a idéia de se imitar os sistemas estruturais
tradicionais, concentrando-se cabos em uma direção e distribuindo-se
em outra. Acontece que para a estrutura se comportar conforme
o imaginado, temos que introduzir, nas faixas de concentração,
uma quantidade de cabos muito maior que a necessária no
combate de tensões, e na grande maioria dos casos , não
se consegue formar faixas de apoio que mudem efetivamente
o comportamento do pavimento. Como a maioria das estruturas
não tem uma distribuição de apoios e carregamentos uniforme,
o combate às tensões e principalmente as deformações tem
que ser tratado diferenciadamente em cada ponto do pavimento.
Agora
vamos voltar ao que se propõe o Editor de lajes protendidas:
Partindo-se
da modelagem do pavimento por uma grelha plana, o usuário
concebe e define o seu esquema de distribuição de protensão
(utilizando RTEs e RPUs), tentando também forçar um novo
"sistema estrutural".
A
definição das RTEs deve ser estabelecida de tal forma que
possa simular a propagação das forças de protensão ao longo
do maciço da laje. No tradicional método das faixas, adota-se
simplificações sobre a largura das faixas que podem ser
incoerentes em relação a real propagação destas forças,
principalmente da atuação das forças de desvio do cabo,
que ocorrem diretamente na seção onde estão distribuídos
os cabos.
Tomando
como base os esforços externos atuantes em cada região localizada
da laje (as RTEs ou RPUs) , o programa define então a quantidade
de cabos necessária para combater apenas estes esforços.
O programa não distingue se as faixas são de concentração
os de distribuição. O usuário deve alterar a quantidade
de cabos pré-dimensionada, para que a força aplicada nas
regiões de concentração de cabos seja a desejada.
Definida
então a quantidade de cabos, podemos descobrir que efeitos
a protensão esta exercendo sobre a laje. O caso de carregamento
HIPER não mostra apenas o Hiperestático de protensão, mas
sim todo o diferencial de esforços que é introduzido a estrutura
, inclusive os acréscimos de momentos que surgem nas faixas
de concentração de cabos correspondentes ao ganho de "rigidez
equivalente" proporcionado pela protensão.
Depois
do cálculo do HIPER podemos observar o comportamento final
do pavimento nos casos 14 e 15 da grelha, que são combinações
de carregamentos externos com o HIPER (ou efeitos da protensão).
Só neste passo é que conseguimos analisar qual é o comportamento
real do pavimento.
Como
cada projeto tem particularidades na definição da distribuição
dos cabos, julgamos que é mais correto que o projetista
faça algumas iterações até obter um esquema de protensão
correto, esquecendo durante a utilização do sistema de lajes
protendidas do tradicional conceito "Cargas Balanceadas".
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